IPTU 2025 é revogado após nova derrota de Chedid na Câmara

IPTU 2025 é revogado após nova derrota de Chedid na Câmara

Nesta terça-feira (22), o prefeito de Bragança Paulista, Edmir Chedid, sofreu mais uma derrota política na Câmara Municipal, onde já perdeu a maioria da bancada. Mais uma vez, relacionada ao IPTU do município.

A pauta tratava do veto nº 1/2025, que o próprio Edmir Chedid apresentou e aplicou integralmente ao Projeto de Lei Complementar que propunha a revogação de um trecho da legislação municipal do IPTU — responsável pelo aumento do imposto em 2025 para parte da cidade.

Os vereadores derrubaram o veto por 12 votos a 7. Com isso, o presidente do Legislativo, vereador Tião do Fórum, deverá promulgar o Projeto de Lei Complementar da revogação do IPTU 2025 em até 48 horas, transformando-o em Lei Municipal e comunicando o fato ao prefeito Edmir Chedid.

Em seguida, a Prefeitura terá que emitir novos boletos do imposto e aplicar os valores do IPTU referentes a 2024.

COMO VOTARAM OS VEREADORES?
  • Os vereadores que votaram a favor da revogação do IPTU (contra o veto) foram: Bruno Sucesso, Cláudio Coxinha, Fabiana Alessandri, Fábio Nascimento, Gabriel Gomes Curió, Jocimar Scotti, Juninho Boi, Mauro Moreira, Miguel Lopes, Missionária Pokaia, Quique Brown e Sidiney Guedes.
  • Os vereadores que votaram contra a revogação do IPTU (a favor do veto) foram: Bruno Leme, Camila Marino da Saúde, Ismael Brasilino, Jota Malon, Rafael de Oliveira, Soninha da Saúde e Tião do Fórum.

No momento do debate sobre a derrubada ou manutenção do veto, a maioria dos vereadores que se posicionou foi contrária ao veto de Edmir Chedid. Os únicos que o defenderam foram Soninha da Saúde e Bruno Leme. A sessão completa pode ser acompanhada no canal da Câmara Municipal no YouTube.

COMO FICA O “GRUPO CHEDID”?

Com mais essa derrota política, o “racha” na base de apoio ao “Grupo Chedid” na Câmara Municipal ficou escancarado. Quando foi eleito, em 2024, o prefeito contava com o apoio de 13 vereadores eleitos pela sua coligação política. Agora, com pouco mais de sete meses de mandato, ele mantém o apoio de apenas 7 deles. E deverá enfrentar dificuldades para aprovar outras matérias no Legislativo, como, por exemplo, o empréstimo para a aquisição de ônibus que seriam da Prefeitura, mas operados pela JTP Transportes. A Câmara já negou esse empréstimo.

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