Coluna do Tárcio Cacossi e os reflexos do elenco limitado do Bragantino

*Por Tárcio Cacossi
Bragantino começa a sentir reflexos de elenco limitado
A partida do Red Bull Bragantino na derrota diante do Fortaleza por 3 a 1 no último sábado, a terceira consecutiva, sem dúvidas foi a pior da equipe até aqui no Campeonato Brasileiro, praticamente com todo o primeiro turno já disputado.
Em que pese ter perdido os zagueiros titulares Pedro Henrique e Guzmán Rodríguez, além do substituto imediato Eduardo, o técnico Fernando Seabra, diferente dos acertos que prevalecem até o momento na competição, também errou nas alterações ao deixar a equipe muito previsível. É verdade que Jhon Jhon não esteve numa jornada inspirada, mas como principal jogador da equipe no setor de criação, foi sacrificado para atuar aberto pelo lado esquerdo e não jogou um minuto sequer em sua função principal, como meia-atacante.
Se já não tem um elenco com jogadores de reposição à altura, é preciso potencializar aqueles que tem mais recursos técnicos, colocando-os na função que rendem melhor.
Outras substituições também não deixaram a equipe mais ofensiva diante de uma situação de grande adversidade, com 3 a 1 no placar desde o início do segundo tempo.
Mas apesar de um erro ou outro do treinador, é notório que o elenco não oferece muitas alternativas. Com exceção do problema pontual da zaga – perder três jogadores de uma só vez afeta qualquer time – outras situações mais críticas devem ser observadas pela diretoria.
Como temos alertado, na lateral-esquerda, desde e saída de Juninho Capixaba por lesão, o setor ficou muito comprometido, principalmente ofensivamente, pois Guilherme está bem aquém do titular. Quando Jhon Jhon não está bem ou precisa ser substituído – como é o caso do próximo jogo do Brasileirão, fora de casa, contra o Atlético-MG – o time fica previsível. Mosquera e Vinicinho, que vem se alternando numa das pontas, também não emplacam.
Seria importante ainda mais uma opção de qualidade nas pontas, pois Vinicinho e Mosquera, que se revezam no time titular, não têm rendido desde o início da competição. O único que apresenta um rendimento mais regular é Lucas Barbosa.
É fato que o rendimento da equipe caiu após o retorno da parada do Mundial de Clubes. Enquanto até a 12ª rodada a equipe tinha 63,8% do aproveitamento (23 pontos conquistados em 36 disputados), nos últimos cinco jogos esse percentual diminuiu para 26,6% (apenas quatro pontos obtidos em 15 jogados).
Chama a atenção também a média de gols sofridos. Foram 10 em 5 jogos – média de 2. Antes da pausa, o time tinha levado 11 gols em 12 jogos – média de 0,91, o que ofusca a manutenção da média de gols marcados, de 1,2 por jogo.
Há quatro jogos sem vencer, o time já caiu do terceiro pra o quinto lugar e mais cedo ou mais tarde perderá outras posições se continuar não pontuando. Para o objetivo inicial estabelecido na competição, de terminar entre os 10 primeiros colocados, o time está numa situação bastante favorável, mas a falta de reforços pode comprometer até mesmo essa meta até o final da competição.
AGORA É A COPA DO BRASIL
Depois de um avassalador 6 a 0 sobre o Criciúma em 22 de maio, quando confirmou a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil, o Massa Bruta volta a jogar por esta competição já nesta terça-feira, 29. Mas o desafio desta vez é muito mais duro. A equipe visita o Botafogo no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, e pelas circunstâncias atuais do time e a força do adversário, um empate seria motivo de comemoração até o jogo da volta, na próxima quarta-feira, 6, em Bragança Paulista.
NOVO LÍDER
O Cruzeiro sentiu o peso de sustentar a primeira colocação e perdeu a liderança neste domingo, 29, ao ser derrotado em casa pelo Ceará e ver o Flamengo, um dos favoritos ao título, superar seu rival Atlético-MG e ultrapassá-lo. Como se não bastasse, o time carioca ainda tem um jogo a menos. Pintou o campeão? Cedo para dizer, até porque o Palmeiras, o outro favorito, em terceiro lugar, mas com dois jogos a menos que o Cruzeiro, deve chegar com força mais cedo ou mais tarde.
*Tárcio Cacossi, é jornalista, com MBA em Gestão e Marketing Esportivo.
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