Lago do Orfeu: Prefeitura agenda 3ª licitação da obra

A ‘novela’ envolvendo o Lago do Orfeu ganha um novo capítulo: a Prefeitura de Bragança Paulista agendou uma nova licitação para contratar empreiteira responsável pela reconstrução da barragem do antigo lago, localizado no Jardim Europa, em Bragança Paulista.
Essa será a terceira empresa contratada em um intervalo de cinco anos. A ‘novela’ começou antes, em 2019, ainda durante a gestão de Jesus Chedid. Na ocasião, a Prefeitura assinou um contrato de R$ 28 milhões com a Caixa Econômica Federal para executar obras de combate às enchentes na cidade.
A gestão do prefeito Edmir Chedid decidiu cancelar todos os procedimentos em andamento relacionados à barragem e optou por realizar uma licitação única, que incluirá o estudo do solo e a conclusão da obra.
Segundo a Concorrência Pública nº 008/2025, a abertura da licitação está marcada para o dia 12 de setembro, às 9h30, na Divisão de Licitação, Compras e Almoxarifado da Prefeitura de Bragança.
Recentemente, a Secretaria de Obras promoveu reuniões públicas com moradores do Jardim Europa e demais interessados no tema. “Fizemos reuniões com a população, entendemos o que ela quer ou não. Vamos corrigir alguns pontos relacionados ao paisagismo. E abrir um novo edital para tudo o que acontecer no Lago do Orfeu”, explicou ao Em Pauta na ocasião o secretário de Obras da Prefeitura, Marcus Ivonica.
Durante esses encontros com a comunidade, o secretário projetou a conclusão das obras para 2026, caso a terceira licitação ocorra dentro dos prazos previstos e o andamento da obra siga conforme o planejado.
PRAZOS PARA A LICITAÇÃO DO LAGO DO ORFEU
“A licitação deve durar de 90 a 120 dias, mas espero que avance em menos tempo. O cronograma da obra prevê duração de nove meses”, detalhou o secretário Ivonica.
Ao ser questionado pelo Em Pauta sobre a possibilidade de a empresa Rual Construções — vencedora da primeira e da segunda licitação — participar da terceira concorrência, o secretário esclareceu: “Não houve abandono por parte da empresa. A detentora do primeiro contrato precisava de um reforço de solo, previsto em um segundo edital. Esse segundo edital é que fracassou. Por isso, a empresa não conseguiu executar o contrato original. E acabou declinando devido ao prazo muito extenso e aos valores envolvidos.”
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