Homem é achado morto em circunstâncias misteriosas, em Bragança

Homem de 44 anos vivia relacionamento conturbado com sua companheira, que era procurada da Justiça
Na noite de sábado (27), a Polícia Civil registrou uma ocorrência de morte suspeita em Bragança Paulista, no bairro Araras dos Mori — zona rural do município.
A vítima, um homem de 44 anos, vivia com sua companheira, que já era procurada pela Justiça. Ela permaneceu presa e será investigada por possível envolvimento na morte.
Segundo o boletim de ocorrência registrado no Plantão Central, a Polícia Militar recebeu um chamado para uma fazenda onde, supostamente, ocorria uma briga generalizada. No entanto, ao chegar ao local, os policiais constataram que a situação já estava controlada.
Momentos depois, um novo chamado foi feito ao telefone de emergência 190. Ao retornar à fazenda, os policiais encontraram o homem sem vida. O médico do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) confirmou o óbito no local.
Ainda conforme o registro na delegacia, uma testemunha relatou aos policiais que a vítima morava com a companheira havia cerca de três meses, em um relacionamento conturbado. Naquela data, os dois passaram o dia em discussões acaloradas.
A testemunha afirmou às autoridades que ouviu uma nova discussão, viu a mulher na porta da residência e o homem suspenso por uma corda. Ela também destacou que a mulher não demonstrava reações emocionais compatíveis com a gravidade da situação. A testemunha tentou socorrer o homem, retirando-o da corda, mas ele já estava morto.
Os policiais identificaram a mulher e verificaram que havia contra ela um mandado de captura em regime semiaberto, pelo crime de dano. Eles a detiveram no local e a encaminharam à delegacia, onde ela permaneceu presa.
CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE DO HOMEM
A Polícia Técnico-Científica esteve na fazenda, realizou a perícia e apreendeu objetos relevantes para a investigação. Na inspeção preliminar do corpo, os peritos constataram lesões no pé, nas costas e no tornozelo da vítima. A corda que o sustentava apresentava um nó frouxo, que se desfazia facilmente ao ser puxado — o que levantou suspeitas sobre as reais circunstâncias da morte, agora investigada por meio de inquérito policial.
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