Região Bragantina contabiliza 1° caso suspeito de metanol

Região Bragantina contabiliza 1° caso suspeito de metanol
Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

No final da tarde desta sexta-feira (10), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou o primeiro registro de um caso suspeito de intoxicação por metanol na Região Bragantina.

Segundo o balanço divulgado, o caso em investigação ocorreu em Atibaia. Até o momento, a Secretaria não divulgou mais detalhes, como idade do paciente, estado de saúde ou provável local de contaminação.

Nos municípios da Região Bragantina e do Circuito das Águas, esse é o primeiro caso suspeito registrado. No final de setembro, autoridades cogitaram um caso em Bragança Paulista — mas o Governo do Estado sequer o classificou como suspeito. Na ocasião, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) concluiu que a morte de um homem de 52 anos não teve relação com a ingestão de bebidas adulteradas com metanol, mas sim com o provável consumo de solvente volátil (thinner).

Ainda conforme a Secretaria Estadual da Saúde, o Estado de São Paulo apresenta, até o momento, os seguintes números:

  • 25 casos confirmados, com 5 óbitos entre moradores da capital, São Bernardo do Campo e Osasco.
  • 160 casos em investigação, incluindo 6 mortes (quatro em São Paulo e duas em São Bernardo do Campo).
  • 189 casos descartados.
METANOL E O RISCO À SAÚDE

Diferente do etanol — presente nas bebidas alcoólicas convencionais —, o metanol oferece um risco grave à saúde humana. Sem odor, cor ou sabor característicos, ele pode ser misturado ilegalmente a bebidas, sem que o consumidor perceba.

Após a ingestão, o fígado processa o metanol e o transforma em substâncias altamente tóxicas, como o ácido fórmico, que afetam rapidamente o organismo.

Os sintomas aparecem em pouco tempo: visão turva, tontura, dor abdominal, respiração acelerada e, em casos mais graves, cegueira irreversível, falência de órgãos e morte.

A gravidade do quadro depende da quantidade ingerida e da rapidez no atendimento médico, já que o tratamento exige uma verdadeira corrida contra o tempo para evitar consequências fatais.

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