Coluna do Tárcio Cacossi: Bragantino voando como uma fênix

Coluna do Tárcio Cacossi: Bragantino voando como uma fênix

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*Por Tárcio Cacossi

Voando como uma fênix

Nem os mais otimistas dos torcedores do Red Bull Bragantino poderia imaginar que o time iria, tão rapidamente, resgatar sua identidade de jogo e consequentemente conquistar uma sequência de vitórias que não só livra o time de qualquer risco de rebaixamento, mas o coloca na briga por classificação em competições sul-americanas. Até em Libertadores se fala. Por que não sonhar? O céu é o limite para quem
ressurgiu das cinzas no Campeonato Brasileiro, como uma fênix.

Vagner Mancini chegou sob desconfiança da torcida, mas com a tranquilidade de quem sabia onde estava e o que precisaria ser feito conseguiu ser totalmente assertivo.

Teve a humildade de reconhecer que havia bons elementos no trabalho de Fernando Seabra e atuar nos pontos falhos, que eram a falta de solidez defensiva e a falta de posse de bola.

A Red Bull tem a filosofia de esportes radicais, com muita energia, velocidade, intensidade e outros elementos presentes em suas modalidades. Mas para isso, a autoconfiança é fundamental. E no futebol, ela só vem quando o time sabe se defender e principalmente tem posse de bola. Porque o jogador tem uma relação de amor com a bola desde criança e quanto mais consegue ficar com a bola mais vai se sentindo à vontade e “com confiança” para colocar em prática esse estilo de jogo “radical” que tanto gosta a Red Bull e a torcida.

Era isso que Seabra não vinha entendendo ou não vinha conseguindo colocar em prática. Dentro de campo a equipe queria chegar rápido demais ao gol adversário e se expunha demais defensivamente. Essa ansiedade e preocupação também estavam presentes fora de campo. Perder um jogador, por lesão ou suspensão, como acontece com todos os times, parecia o fim do mundo.

Ao trazer esses dois elementos fundamentais para a equipe, além de outros como a bola parada mais eficiente e o posicionamento mais correto de acordo com as características dos jogadores, sem contar sua maior experiência em gestão de pessoas, Mancini impulsionou o potencial do time, coletivo e individual, pois um é consequência do outro.

“Jhon Jhon é seleção”, gritavam alguns torcedores mais eufóricos ao final da partida diante do Galo, com jogadores que já disputaram Copa do Mundo do outro lado, como Hulk e Bernard, saindo cabisbaixos.

Lucas Barbosa, jogando pela direita – e não pela esquerda como auxiliar de lateral na época de Seabra – passa brilhar como nos tempos de Juventude no ano passado. Sasha e Pitta entram numa disputa “feroz”, no bom sentido, para serem titulares no ataque. O que dizer de Gustavo Neves, o “Gustavinho”, encostado na época de Seabra, sem confiança, e que agora ressurge como uma peça chave do meio-campo…

Motivos para empolgação não faltam nesse momento, mas “calma”, diria Mancini. Tem “só” o Flamengo pela frente no próximo sábado, finalista da Libertadores e líder do Brasileirão, no Maracanã. Maior desafio até aqui na temporada.

AINDA TENTANDO SER PAULISTÃO…

Com o iminente fim da participação dos grandes clubes nos estaduais – devido à evolução do futebol como um produto e um negócio logo não vai haver interesse desportivo e financeiro dos times da Série A em pequenas disputas locais – a Federação Paulista de Futebol acertou na fórmula de disputa do Campeonato Paulista do ano que vem.

Pela redução de datas, acabar com os grupos e usar como referência a UEFA Champions League, principal competição de clubes do mundo, foi uma boa saída da FPF para ainda manter atrativo, ainda que em paralelo com o Brasileirão – principal produto do futebol nacional – o único estadual do país que promove equilíbrio e consequentemente interesse do público e receita aos clubes.

UMA OBRA DE ARTE AUDIOVISUAL

Foi uma satisfação, como profissional da comunicação, poder colaborar, ao lado dos colegas Ana Maria Oliveira e Filipe Granado, deste “Em Pauta”, na produção e edição do documentário “O Fim do Marcelão”, que resgata as histórias e memórias do estádio que marcou gerações em Bragança Paulista.

Sob a ótica de Marcelo Stefani Junior, filho daquele que deu nome ao estádio, acompanhamos os últimos momentos da demolição e refletimos sobre a importância desse espaço para a identidade da cidade. Vale a pena conferir. Está no YouTube.


*Tárcio Cacossi, é jornalista, com MBA em Gestão e Marketing Esportivo, e comentarista da Rádio Bragança FM

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