Coluna do Tárcio Cacossi: Bragantino em ritmo de férias

Coluna do Tárcio Cacossi: Bragantino em ritmo de férias

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*Por Tárcio Cacossi

Em ritmo de férias  

Por mais que fosse praticamente certa a derrota diante do Flamengo no último sábado, pela força do adversário, a atuação do Red Bull Bragantino deixou alguns pontos negativos que não podem acontecer no restante da competição, ainda mais por coerência ao discurso que vêm apresentando comissão técnica e jogadores, de buscar uma vaga na pré-Libertadores. 

Apesar de o time ter se livrado matematicamente do rebaixamento, pelo bom início que fez na competição, não terminar entre os dez primeiros seria frustrante. 

Além do mais, se o técnico Vagner Mancini e alguns jogadores quiserem permanecer para a próxima temporada é preciso terminar bem o campeonato. 

Não somente se deixando levar. Pois foi essa a postura diante do Flamengo. Um time que sofreu 15 finalizações apenas no primeiro tempo e só não levou gols por falta de pontaria e presença de área do adversário e por uma defesa milagrosa do goleiro Cleiton.  

No segundo tempo, logo no início um erro infantil de Juninho Capixaba – um passe para o meio-campo de cabeça baixa que nem um jogador de time sub-15 faz – resultou no início da derrota por 3 a 0. 

Some-se a isso o fato de que o técnico Vagner Mancini mexeu errado no time ao colocar Praxedes no lugar de Gustavo Neves quando a equipe perdia por 1 a 0. Naquele momento ainda daria para esboçar uma reação e era preciso colocar energia e agressividade na equipe, com a entrada de mais um atacante e o retorno de Jhon Jhon para o meio-campo. Mas além de trocar um meio-campista por outro insistiu com um jogador que tem entrado sempre de forma sonolenta. Não que a culpa pelos gols tenha sido dele, mas também não acrescentou nada de positivo para a equipe. Somente com 3 a 0 é que o treinador resolveu reforçar o ataque, mas já era tarde. Inclusive apenas trocou três atacantes por outros três, o que não mudaria a postura da equipe. 

Portanto, o jogo deixa lições também para o treinador. A primeira delas é que quando o time se depara com um adversário da força do Flamengo precisa saber também se defender com a bola, ou seja, trocar mais passes, desacelerar o jogo e conter o ímpeto, como aconteceu em alguns momentos contra São Paulo e Atlético-MG, principalmente. O time arriscou demais no primeiro tempo ao não ficar com a bola e atrair o Flamengo a todo momento, permitindo muitas finalizações. A segunda é que o treinador precisa pensar mais rápido em situações adversas para mudar o panorama da partida.  

Enfim, enquanto o adversário, que decide a Libertadores no próximo sábado entrou para praticamente encaminhar o título brasileiro, o Bragantino foi a campo sentado em cima de três vitórias, em ritmo de férias. 

Mas elas ainda não chegaram. Restam mais três jogos e é preciso encerrar a competição se não da mesma maneira que iniciou, lutando pela liderança, mas pelo menos buscando a oitava colocação, que poderia resultar na propalada vaga à fase prévia da Libertadores.  

Quarta-feira, contra o Fortaleza, que luta contra o rebaixamento desesperadamente, é decisão! E não só para o time cearense. 

DOIS TÍTULOS NUMA SEMANA? 

O Flamengo caminha para mais um título brasileiro, como o próprio técnico do Palmeiras já admitiu ao jogar a toalha após mais um tropeço em casa no último sábado, desta vez sobre o Fluminense, em novo 0 a 0. E pode ser já nesta terça-feira, caso vença o Atlético-MG e o Palmeiras perca para o Grêmio. Acho pouco provável. Primeiro porque o Galo, após perder a final da Sul-Americana no último sábado, se quiser estar na Libertadores do ano que vem precisa buscar a vaga pelo Brasileirão e ainda há chances. Segundo porque o Palmeiras não deve entregar os pontos assim tão facilmente, ainda mais diante do limitado Grêmio.  

Mas, de qualquer forma, é questão de tempo para o Flamengo ser campeão brasileiro e resta ao Palmeiras concentrar todos os esforços pelo tetra da Libertadores no próximo sábado, novamente diante do Flamengo, repetindo o feito de 2021. 

Caso contrário – como eu já alertei alguns dias atrás em caso de perda dos dois títulos por qualquer uma das equipes – a torcida já deu o recado na manhã deste domingo na porta do CT: “Se o Palmeiras não ganhar, o pau vai quebrar!”. Pasmem! 

CHEGADAS E PARTIDAS 

Na Série A do ano que vem estarão de volta quatro grandes clubes do futebol brasileiro: Coritiba, Athletico-PR, Chapecoense e Remo, este último com o retorno mais especial, pelo longo tempo fora da elite – após 31 anos – e pela forma heroica como foi, diante de sua fanática e maravilhosa torcida, em Belém-PA, depois de iniciar a última rodada em sexto lugar. Por outro lado, outros quatro grandes serão rebaixados. O Sport já foi. E um gigante pode ir também. O Santos, com Neymar e cia., é o mais cotado.

 

*Tárcio Cacossi, é jornalista, com MBA em Gestão e Marketing Esportivo, e comentarista da Rádio Bragança FM

Clique aqui para conferir as colunas anteriores de Tárcio Cacossi.

 

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