Coluna do Tárcio Cacossi: renovação com Mancini e o elenco do Bragantino

Coluna do Tárcio Cacossi: renovação com Mancini e o elenco do Bragantino




*Por Tárcio Cacossi

Reformulação do elenco é o principal desafio do Bragantino 

 

Na semana passada destaquei em minha coluna que o Red Bull Bragantino conseguiu cumprir sua “missão” de terminar o Campeonato Brasileiro entre os 10 primeiros colocados e classificado para a Copa Sul-Americana. Isso graças ao técnico Vagner Mancini, uma vez que com Fernando Seabra o time vinha ladeira abaixo e dificilmente conseguiria sequer se manter na Série A.

Além do mais, Mancini conseguiu resgatar em muitos momentos, mesmo nas derrotas, o “DNA” do clube, com intensidade na criação de jogadas e agressividade na marcação. Por resultado e desempenho, nada mais justo e coerente que a renovação para 2026, confirmada na última sexta-feira, 12. 

Até porque, como também já ressaltado neste espaço, com as limitações do elenco, não é possível disputar todos os títulos. Talvez o Paulista ou novamente a Copa Sul-Americana, da qual já foi vice-campeão, mas sem levar qualquer favoritismo. De qualquer forma, é fundamental se manter competitivo, pois o desempenho esportivo também está aliado às receitas com premiações, direitos de transmissão entre outras.  

Portanto, para ter uma temporada sem “sustos”, principalmente em relação a rebaixamento, como foram as duas últimas, é preciso priorizar uma reformulação no elenco. A diretoria acerta ao confirmar rapidamente a renovação de Mancini para que possa focar em negociações.  

O primeiro desafio é buscar um substituto para Jhon Jhon. A questão não é “se” ele vai sair, mas “quando” vai sair. Um dos destaques do Campeonato Brasileiro e com apenas 22 anos terá muitas propostas. Se não surgir nada que interesse ao jogador e ao clube neste momento, certamente haverá até a metade de 2026, caso ele continue atuando nesse nível.  

O clube não pode prescindir de receita com venda de jogadores, uma vez que não tem outras fontes significativas. O patrocínio master é da proprietária do clube (que também tem um limite de investimentos), os direitos de transmissão estão entre os menores devido à baixa audiência e nas bilheterias o clube tem déficit na maior parte dos jogos.

Além disso, o time também precisa “se livrar” de alguns jogadores, por diferentes situações, de ordem técnica, física ou motivacional.

Se conseguir fazer receita com atletas que não estão entregando, poderá ter mais recursos para reforçar o time em todos os setores. 

PIOR MÉDIA DE PÚBLICO 

O Red Bull Bragantino foi o lanterna em média de público no Campeonato Brasileiro, com apenas 4.916 pagantes por partida. Isso muito em função de jogos contra os chamados “grandes clubes”, que lotaram seus setores e tiveram torcedores “infiltrados” na torcida do time da casa. A capacidade do Nabi Abi Chedid, onde foram disputados três jogos da última edição, era três vezes essa média, e a do Cícero de Souza Marques, que passou a ser a casa do clube a partir de maio, duas vezes essa média.  

Qual será a estratégia para conseguir ocupar uma arena de 20 mil lugares? É o que esperamos saber após a apresentação do projeto nesta terça-feira, 16.

*Tárcio Cacossi, é jornalista, com MBA em Gestão e Marketing Esportivo, e comentarista da Rádio Bragança FM

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