Coluna do Tárcio Cacossi e a Arena Red Bull Bragantino

*Por Tárcio Cacossi
A nova arena do Red Bull Bragantino
Dispensa maiores elogios o projeto da nova arena apresentado pelo Red Bull Bragantino na última terça-feira (16).
No ponto de vista esportivo, além de atender a capacidade mínima de 20 mil lugares exigida pela CONMEBOL para as fases finais de sua competição, o gramado será natural. Por mais que atualmente existam sistemas muito avançados de gramado sintético não há como comparar um gramado natural em seu máximo nível com um sintético. E a Red Bull já demonstrou em seus palcos anteriores – vide o Municipal Cícero de Souza Marques – excelência nesse sentido.
Além disso, devido ao grande número de jogos no Brasil o clube não pretende receber shows em sua arena para abrir mão de atuar em sua casa, o que dispensa ainda mais qualquer necessidade de gramado sintético.
O desafio continuará sendo trazer mais torcida para o estádio, uma vez que o clube teve a pior média de público no Campeonato Brasileiro, com cerca de 4.900 pagantes por partida.
Apesar do custo operacional evidentemente mais elevado, em contrapartida, para os jogos, a arena vai oferecer a possibilidade de mais planos de sócios torcedores a preços acessíveis e atender lista de espera de camarotes, que atualmente o Cícero não comporta.
Praça de alimentação, arena kids, lojas, centro de convenções, camarotes corporativos entre outros espaços, além de um tour pelas dependências da arena, poderão ser explorados durante a semana, em dias que não houver jogos.
É esperada ainda, tanto nos dias de jogos quanto durante a semana, uma presença maior também de amantes do futebol curiosos para conhecer o novo palco. Afinal, será um dos melhores do país.
É uma grande oportunidade de o espaço se tornar um ponto de encontro e turístico de Bragança Paulista, gerando emprego e movimentando a economia desde a construção até o funcionamento diário e também de a Red Bull se tornar parte ainda mais da identidade de Bragança Paulista e região.
O ponto negativo da apresentação foi a Prefeitura querer “roubar a cena” e marcar, um dia antes da apresentação previamente agendada pela Red Bull, outro evento, algumas horas antes, para apresentar a arena.
Ocorre que tanto a área quanto a obra são do clube. Além do mais, foi dito pelas autoridades presentes no evento sobre a importância da Red Bull para o clube, já que se não fosse a empresa não se saberia o que seria do antigo Clube Atlético Bragantino, como tantos outros clubes de cidades até maiores que Bragança Paulista que estão à míngua.
Ora, se a Red Bull é tão importante para a cidade e inclusive maior arrecadadora de impostos, por que não conversarem e se acertarem fazerem somente um único e grandioso evento, encampado pela Red Bull, com essas autoridades presentes como convidadas, prestigiando e agradecendo a empresa por manter o futebol profissional viável na cidade?
A Red Bull fez a política da boa vizinhança, pela parceria nos últimos anos com a Prefeitura, principalmente pela concessão do Estádio Municipal como casa provisória do clube e a concessão do alvará de demolição e outras documentações sem maiores transtornos para a realização das obras no lugar do antigo estádio.
De qualquer forma, no final das contas, mesmo com essa apresentação um tanto quanto atabalhoada e as imagens sendo vazadas antes do desejo da empresa, devido ao evento marcado pela Prefeitura, qualquer bônus da repercussão positiva da arena, por questões óbvias, fica somente com a Red Bull, que é a dona do negócio.
CORINTHIANS RINDO À TOA
Com todo o planejamento, investimento e organização, o Palmeiras não conseguiu comemorar nenhum título na temporada e viu o rival Corinthians erguer duas taças, o Paulista, em cima do próprio Palmeiras, e a Copa do Brasil, conquistada neste domingo diante do Vasco.
Mesmo com todas as dívidas, que ultrapassariam a casa de R$ 2 bilhões e muita turbulência política. Os torcedores tem mais é que comemorar!
Aos dirigentes cabe a sensatez de entender que nem sempre o errado vai dar certo. Ou seja, os títulos não eximem os dirigentes atuais e anteriores por todas as turbulências que causaram e é preciso continuar tentando colocar a casa em ordem para não afundar. Exemplos não faltam. Campeão justamente da Copa do Brasil em 2018, no ano seguinte o Cruzeiro estava rebaixado para a Série B. E o Corinthians rebaixado em 2007? Havia sido campeão brasileiro dois anos antes.
Sem querer agourar o Corinthians e os corintianos, mas clubes mal administrados são uma bomba relógio! Isso vale também para São Paulo e Santos. E até o Palmeiras, se uma hora não tiver mais Leila Pereira, terá que se precaver para não se perder novamente.
ENFIM, FÉRIAS… MAS NEM TANTO!
A final da Copa do Brasil, que terminou com o título do Corinthians, encerra o calendário do futebol brasileiro em 2026. Mas a próxima temporada já tem início em 10 de janeiro, quando começam os estaduais. É preciso rever urgentemente o excessivo número de jogos, que afetam o rendimento das equipes e consequentemente proporcionam alguns jogos ruins, tanto pela estafa de alguns atletas quanto pela necessidade de trocas constantes e falta de entrosamento.
“Essas férias, mas nem tanto” valem também para este colunista, que já volta no dia 5 de janeiro, se Deus assim permitir, tratando das perspectivas para a temporada que já está batendo na porta. Por ora, desejo a todos um Feliz Natal e que 2026 nos traga muita prosperidade e saúde! Um abraço!
*Tárcio Cacossi, é jornalista, com MBA em Gestão e Marketing Esportivo, e comentarista da Rádio Bragança FM
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