Coluna do Tárcio Cacossi: um início de ano sem grandes expectativas para o Red Bull Bragantino

Coluna do Tárcio Cacossi: um início de ano sem grandes expectativas para o Red Bull Bragantino
*Por Tárcio Cacossi

Um início de ano sem grandes expectativas para o Red Bull Bragantino  
 

Chegamos para mais um ano aqui no Em Pauta depois de uma semana de pausa desejando um 2026 de muita saúde e realizações.  

E o ano esportivo promete! É ano de Copa do Mundo e justamente por isso o calendário brasileiro fica mais uma vez bastante apertado para os clubes de elite, principalmente devido à participação nos estaduais.  

O Paulistão já começa no próximo final de semana e o Red Bull Bragantino estreia no domingo, 11, fora de casa, contra o Noroeste, em Bauru. O time de Bragança Paulista disputará ainda o Campeonato Brasileiro, que começa também em janeiro, a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana, ambas com estreia prevista para abril. 

E o que esperar do Massa Bruta para a temporada? Já adianto que pensar em algum título é sonhar alto demais, pois o fato é que em todas as competições não entra como favorito. Isso porque, embora ainda não tenha perdido nenhum jogador, não houve grandes contratações, com exceção do volante Sosa, do Peñarol, que já estava acertado desde o meio do ano passado.   

No Paulistão, São Paulo e Santos vêm de temporadas ruins em 2025, mas como clubes grandes podem crescer na fase decisiva. O Palmeiras carrega a força dos últimos anos de ser sempre cotado como um dos favoritos em todas as competições que disputa e o Corinthians, atual campeão, chega com muita moral depois de vencer também a Copa do Brasil. 

O Brasileirão, um dos mais disputados do mundo, conta com grandes clubes com enorme capacidade de investimento. Além disso, como o fair play financeiro da CBF ainda engatinha, mesmo os clubes com muitas dívidas acabam contratando e pagando altos salários, uma vez que não preveem punições a dirigentes irresponsáveis. Com isso, o Bragantino deverá ter mais uma vez uma das menores folhas de pagamento da Série A. 

A Copa do Brasil conta com as mesmas forças do Brasileirão, embora nos “mata-matas” haja um teor maior de imprevisibilidade.  

O mesmo se aplica à Copa Sul-Americana. É verdade que o Red Bull Bragantino já foi vice-campeão, em 2021, mas numa conjuntura muito específica, ainda em período de pandemia, e sem público nos estádios, com exceção da final, diante do Athletico-PR, em Montevidéu. E a presença da torcida faz a diferença, a favor ou contra, nesse tipo de competição. É preciso ressaltar ainda que o Bragantino, se avançar para os “mata-matas”, não poderá atuar em casa, já que o Estádio Municipal Cícero de Souza Marques não tem a capacidade mínima de 20 mil lugares, exigida pela Conmebol para as fases decisivas. Só daqui quatro anos, quando a arena estiver de pé.  

Manter a base é importante, mas sem investimentos significativos ainda na equipe fica difícil ambicionar algo a mais.  

Pelos investimentos que estão sendo feitos em estrutura (CT e estádios), enquanto o time conseguir se manter nas principais competições não haverá grandes contestações. Por ora, essa seria uma justificativa plausível.  

Mas à medida que o tempo for passando e se as conquistas não vierem certamente a exigência da torcida vai subir. 

COPA DO MUNDO 

Por falar em ano de Copa do Mundo, o que esperar da seleção brasileira? Muito mais do que Neymar ir ou não, que Carlo Ancelotti consiga fortalecer o conjunto. Os amistosos contra França e Croácia, em março, serão um bom teste final antes da convocação, prevista para maio.  

Argentina, atual campeã, França, vice, Espanha e Portugal estão claramente à frente, mas o Brasil pode aparecer num segundo pelotão com Inglaterra e Alemanha. Além disso, por ser um torneio disputado em pouco mais de um mês, imprevistos, que já são habituais no futebol, têm uma probabilidade ainda maior de acontecer. 

*Tárcio Cacossi, é jornalista, com MBA em Gestão e Marketing Esportivo, e comentarista da Rádio Bragança FM

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