Coluna do Tárcio Cacossi e o começo promissor do Bragantino

Coluna do Tárcio Cacossi e o começo promissor do Bragantino

 

*Por Tárcio Cacossi

Começo promissor

 

O Red Bull Bragantino começou 2026 de forma espetacular. Além de pela primeira vez em sua história ter conquistado três vitórias seguidas nos três primeiros jogos do ano, apresenta um futebol com muita intensidade e agressividade, com e sem a bola, ou seja, de muita energia dentro de campo, o chamado “DNA” da Red Bull. São nove gols marcados e nenhum sofrido.  

Ainda que não possa ser considerado um favorito no Campeonato Paulista, pois é um início de competição e nas fases decisivas os chamados grandes clubes tendem a crescer, o time de Bragança Paulista está fazendo a sua parte.  

Com apenas uma contratação até o momento, o uruguaio Nacho Sosa, que por sinal ganhará a posição de titular no meio-campo se Gabriel ou Gustavo Neves “piscarem”, o técnico Vagner Mancini conseguiu elevar o nível de atuação do elenco e potencializar a maioria dos jogadores. Os casos mais simbólicos são de Gustavo Neves e Henry Mosquera, além de jogadores das categorias de base pedindo passagem como alternativa em caso de ausência dos titulares, como o lateral-esquerdo Cauê e o atacante Marcelinho.  

Por mais que Jhon Jhon seja um jogador brilhante – o melhor da história da Red Bull em Bragança Paulista depois de Claudinho – a equipe demonstra capacidade de ser competitiva mesmo sem ele. Na iminência de ser negociado a qualquer momento, Jhon Jhon é praticamente insubstituível e pelo nível que apresenta no momento assim seria da mesma forma a qualquer equipe do futebol brasileiro, mas o treinador demonstrou capacidade de encontrar outras soluções. De qualquer forma, se o camisa 10 de fato sair, a diretoria terá que buscar reforços. Rodriguinho e Wallace Ian, amplamente mencionados pela mídia, até agora não chegaram, mas seriam bons nomes.  

Por outro lado, alguns jogadores não conseguiram se firmar nem com Mancini. Nesse caso, por culpa deles mesmos, que já têm histórico de falta de regularidade e competitividade e empréstimos anteriores. São os casos de Praxedes e Nacho Laquintana. Ambos não têm sido sequer relacionados e devem ser negociados, se não em definitivo, através de novos empréstimos. Outro que se não melhorar de nível entrará nesse rol em breve é o atacante Fernando, que desde o ano passado não conseguiu ainda emplacar.  

Nesta semana decisiva – joga na quarta-feira contra o Mirassol e no domingo diante do Santos fora de casa – é fundamental não deixar o nível cair para encaminhar a classificação aos mata-matas do Paulista, já que na semana que vem (dia 28) tem a estreia no Brasileirão, completando a trinca de jogos como visitante, diante do Coritiba. 

MAIS UMA VEZ PELO CAMINHO NA COPINHA 

Pelo segundo ano consecutivo, o Red Bull Bragantino foi eliminado nas oitavas de final da Copa São Paulo de Futebol Junior nos pênaltis. Se no ano passado caiu para o Grêmio, em 2026 não conseguiu superar o São Paulo. A melhor campanha continua sendo em 2001, quando ainda como Clube Atlético Bragantino foi eliminado na semifinal diante do extinto Roma, de Barueri, campeão naquele ano. Na era Red Bull, o time não conseguiu ir além das oitavas.  

Por mais que a eliminação deste ano tenha sido diante dos atuais campeões, não deixou de ser frustrante, pelas chances desperdiçadas na primeira etapa e principalmente pela passividade do técnico Fernando Oliveira no segundo tempo. O São Paulo voltou melhor, pois as alterações surtiram efeito, e chegou ao empate logo no começo. Mesmo com inúmeros erros individuais e coletivos, ofensivos e defensivos, proporcionando inclusive diversas oportunidades ao adversário, o treinador mexeu no time somente nos minutos finais, com a entrada do centroavante Luis Gustavo, que saiu momentos depois para recompor o sistema defensivo com a expulsão do zagueiro González.  

Com a estrutura incomparável que o Red Bull Bragantino oferece aos atletas – vide o CPD, em Atibaia – é preciso elevar o tom das cobranças. Depois de ser vice-campeão brasileiro, perdendo nos pênaltis para o Palmeiras no Allianz Parque, o que sem dúvida é digno de nota, o time foi eliminado nas oitavas de final do Paulista da categoria pelo Botafogo-SP e agora na Copinha, pelo São Paulo, é verdade, mas sem iniciativa para avançar. E como dito no início da coluna em relação ao time principal, essa energia tem que estar presente também nas categorias de base.  

De todo modo, se o resultado não veio dentro de campo, a equipe tem atletas muito promissores para buscar dar a volta por cima nas próximas competições de base e, acima de tudo, para qualificar o elenco profissional. 

 

*Tárcio Cacossi, é jornalista, com MBA em Gestão e Marketing Esportivo, e comentarista da Rádio Bragança FM

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