Edmir Chedid se manifesta e não reconhece que se exaltou

Edmir Chedid se manifesta e não reconhece que se exaltou

Após a Câmara Municipal de Bragança Paulista receber um pedido de cassação e outro de providências, o prefeito Edmir Chedid se manifestou pessoalmente pela primeira vez na noite de sexta-feira (13), sobre a confusão ocorrida no dia anterior, na área externa do Palácio Santo Agostinho, sede da Prefeitura.

Edmir Chedid não reconheceu nem fez uma mea-culpa por ter se exaltado e agido de forma agressiva com profissionais da Educação, ex-funcionárias das Organizações da Sociedade Civil (OSC) contratadas para executar serviços educacionais na Rede Municipal. “E vai ficar desempregada”, afirmou ele a uma das manifestantes na ocasião.

O prefeito também ignorou, no vídeo publicado em suas mídias sociais, a questão do cerceamento da liberdade de imprensa. Um repórter da rádio Bragança FM, que cobria a manifestação, foi impedido de exercer sua função. Chedid tomou o celular das mãos do jornalista, guardou o aparelho no bolso e ordenou que ele “calasse a boca”. Também tentou arrancar o microfone e chegou a segurar o braço do profissional, demonstrando forte alteração.

PRONUNCIAMENTO DE EDMIR CHEDID

“Cheguei para trabalhar, como faço todos os dias. Não tinha reunião marcada nem agenda combinada. Fui abordado por um grupo de professores, acompanhado de três vereadores. Parei para ouvir, mas o que se viu ali não foi uma reunião organizada para diálogo. Foi uma abordagem inesperada”, disse Edmir Chedid.

Apesar de afirmar que se tratou de uma abordagem inesperada, as manifestantes já estavam no local quando o prefeito chegou, e sua assessoria poderia ter evitado a situação — o que não ocorreu.

Depois, argumentou: “Vereadores com interesse político tentaram utilizar a manifestação legítima de professores para criar outros fatos. Após o episódio, convidei representantes do grupo e os três vereadores presentes para que entrassem na Prefeitura, no meu gabinete, e tratássemos do assunto com responsabilidade”.

Sobre as demandas apresentadas pelas manifestantes, o prefeito afirmou que “a educação é um assunto sério demais para virar palco de disputa. Desde o primeiro momento estamos ao lado dos professores, atuando para garantir que todos possam ter o seu emprego e a volta às salas de aula. Mais de quatrocentos já foram chamados pelas novas responsáveis pela contratação e o mutirão de seleção continua nesse final de semana”.

“Meu compromisso é com os professores, com os alunos e com a cidade, não com a encenação política… Até dia 19, com as aulas, os professores e os alunos felizes, com novo material, mais uniformes e tudo aquilo que nós estamos apresentando”, concluiu Edmir Chedid, sem fazer qualquer tipo de reparação com relação ao lamentável episódio.

Um comentário em “Edmir Chedid se manifesta e não reconhece que se exaltou

  1. Sinais mostram problema mental perigoso quando os atos públicos tem a forma do despota! Neste caso, já em estado adiantado de necrose mental!

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