Massoterapeuta é preso com anabolizantes em Bragança Paulista

Massoterapeuta é preso com anabolizantes em Bragança Paulista

Na manhã desta terça-feira (24), uma operação conjunta da Vigilância Sanitária (VISA) e da Delegacia Seccional da Polícia Civil prendeu um massoterapeuta de 31 anos, surpreendido com anabolizantes.

O boletim de ocorrência registra que a VISA recebeu informações de que o rapaz comercializava anabolizantes de forma ilegal.

Agentes da Vigilância Sanitária e policiais civis realizaram diligências na academia que ele frequentava, mas não encontraram nenhum material ilícito naquele momento.

Durante a abordagem, o suspeito confirmou que armazenava anabolizantes em sua residência, no bairro Vila Aparecida.

No local, técnicos da Vigilância Sanitária apreenderam ao menos 40 unidades de produtos sem registro legal ou certificação da ANVISA, além de dezenas de ampolas vazias. Nenhum item tinha Nota Fiscal. O espaço também abrigava uma clínica de massoterapia, que funcionava irregularmente, sem licença sanitária.

Policiais encaminharam o massoterapeuta à delegacia, onde o autuaram em flagrante pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos terapêuticos ou medicinais — artigo 273 do Código Penal. Ele permaneceu preso para ser apresentado em audiência de custódia.

NOTA DA VISA SOBRE ANABOLIZANTES

A Vigilância Sanitária informou à imprensa que a operação ocorreu após diversas denúncias e que a Polícia Técnico-Científica fará a perícia de todo o material apreendido.

“A ação reforça a importância do trabalho integrado entre os órgãos de fiscalização e segurança pública no combate a práticas irregulares que colocam em risco a saúde da população. O uso indevido de substâncias anabolizantes, sem indicação e acompanhamento médico, pode causar efeitos colaterais graves e irreversíveis, apesar de muitas vezes ser associado ao ganho rápido de massa muscular e à melhora estética”, declarou o órgão.

“Além dos riscos à saúde, o uso e a comercialização dessas substâncias sem prescrição médica são ilegais e podem gerar consequências jurídicas. Produtos vendidos de forma clandestina também podem conter substâncias desconhecidas ou contaminadas, ampliando ainda mais os riscos aos usuários”, concluiu a VISA.