Coluna do Marcus Valle: flanelinhas e estacionamento na Festa do Peão

Coluna do Marcus Valle: flanelinhas e estacionamento na Festa do Peão

 

*Por Marcus Valle

1) Muito público – Domingo 

Festa do Peão. Prefeitura está prevendo que no domingo (26)  haverá grande concentração de público, principalmente por causa do jogo de futebol Bragantino x Palmeiras, nas proximidades. 

Em virtude disso, deverá montar esquema em conjunto com o clube Red Bull  para evitar maiores problemas. 

2) Flanelinhas – de outras cidades 

Em grandes eventos — jogos de futebol do Red-Bull e festas populares — é comum que muitos “flanelinhas” fiquem nos locais de estacionamento nas ruas, pedindo dinheiro para “olhar os veículos”. 

Normalmente são pessoas de outras cidades, e obviamente não garantem a segurança dos veículos, ao contrário, os motoristas temem danos se não pagarem. 

O ideal é que a Prefeitura fiscalize e impeça a ação desses “flanelinhas”. 

3) Estacionamento: cuidado 

Falando em guarda de veículos em jogos de futebol e Festa do Peão, orientamos os condutores a não usarem estacionamentos improvisados, e não oficialmente registrados. Estes não indenizarão os usuários em casos de furtos ou danos nos automóveis. 

Usem só os oficializados e guardem o comprovante do pagamento. 

4) Maioria silenciosa 

Muito gente reclama, e com razão, da polarização nacional nas eleições entre Lula (PT) e Bolsonaro. 

Na verdade, segundo pesquisas sérias e recentes (vide jornal Estado de S. Paulo, dia 21/4) os eleitores que votam em Lula em qualquer situação são 19% e em Bolsonaro 13%. 

Esses 32% são imutáveis e acabam numa guerra, impondo essa polarização, impedindo uma outra opção viável eleitoralmente. 

Sem alternativas, o eleitor acaba votando no que acha o “menos ruim”. 

Enfim, a maioria não é Lulista ou Bolsonarista (2/3 ou 68% do total) mas acabam aceitando a imposição de uma Minoria e de 2 grupos que tem rejeição acima de 50%. 

5) Criança alfabetizada 

A União em colaboração com outros entes federados empenham-se em garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas até o segundo ano, em conformidade com a meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê suprir uma defasagem na alfabetização em razão da pandemia de COVID-19. 

Membros da Secretaria Municipal de Educação de Bragança Paulista marcaram presença no evento em Brasília. 

6) Xenofobia 

No jogo Avaí x Remo, que ocorreu em novembro de 2025, uma torcedora foi flagrada e filmada proferindo ofensas aos torcedores e jogadores do clube paraense e demonstrando preconceito e xenofobia. 

Foi punida, processada e perdeu o emprego. 

No jogo Bragantino x Remo no domingo passado teriam ocorrido alguns xingamentos por parte de torcedor (não identificado). O Red-Bull prontamente pediu respeito à torcida pelos alto falantes. 

NÃO sei se o fato caracterizou xenofobia — desconhecemos o que foi dito —, mas alertamos que atualmente não se admite mais manifestações politicamente incorretas de cunho racista, machista ou xenofóbico. Isso caracteriza em tese crime apenado de 2 a 5 anos. 

7) ONGs ou empresas privadas? 

Muitas pessoas, inclusive vereadores da oposição e situação (Bruno Leme é um deles) entendem que, no que se refere a proteção animal, as ONGs como a Faros D’Ajuda e outras, têm experiência no tema e melhor preço (não visam lucro) para contratar com a Prefeitura. 

Temos a mesma posição. 

8) Festa do Peão 

Com a Festa teremos muita gente, inclusive de outros municípios. 

Isso é bom, mas devemos ter cuidados especiais no Trânsito e Segurança por parte da Prefeitura. 

E a população deve ficar mais atenta ao cuidar de seus veículos, imóveis, celulares, e evitar locais e situações perigosas.

 

JURO QUE É VERDADE 

As Faculdades de Direito fazem júri simulado (julgamentos de casos reais, onde trabalham estudantes fazendo papel de promotor e defensor).

Em um desses juris, era um caso de “aborto” e o estudante que fazia o papel de defensor, recebeu a orientação do professor para tentar a tese “estado de necessidade”.

O orientador disse que ele deveria ressaltar que a ré era “muito pobre”, tinha “pouco estudo”, já tinha cinco filhos e o marido tinha separado dela.

Formaram o júri, com alunos como jurados, um juiz de direito convidado para presidir e dois estudantes que funcionaram como advogado de defesa e promotor. Uma aluna (já uma senhora) foi convidada para ficar como ré.

Nos debates, o aluno da acusação pediu a condenação da ré, de forma vibrante, convincente.

O professor disse ao defensor que ele deveria ser firme nos argumentos, falando com convicção.

Ele estava “nervoso”, “pilhado”, mas estava indo bem na defesa. No final, apontou para a senhora que estava no papel da ré e disse:

– NÃO PODEMOS CONDENAR ESSA COITADA. É UMA MISERÁVEL, POBRE E SEM FUTURO. UMA MULHER SOFRIDA, LARGADA, INFELIZ E… HORROROSA… MUITO FEIA. OLHEM A CARA DELA.

A aluna se mexeu na cadeira e o fuzilou com os olhos. A assistência percebeu e muitos começaram a disfarçar o riso.

A ré foi absolvida, mas numa ingratidão tremenda, ficou sem falar com ele o resto do curso.

 

*Marcus Valle é advogado, professor universitário e ex-vereador. 

Contato: [email protected]

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