CREA-SP inspeciona pontes em Bragança Paulista

CREA-SP inspeciona pontes em Bragança Paulista




O Comitê de Fiscalização de Pontes e Viadutos do CREA-SP esteve em Bragança Paulista na última sexta-feira (21) para a inspeção de três pontes que recentemente passaram por obras no município.

As pontes foram inspecionadas em conjunto  com a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos da Região Bragantino  (AEA Bragança) e fazem parte da parceria entre as entidades, que recentemente foi inclusive renovada.

O presidente da AEA Bragança, engenheiro Carlos Alberto Carneiro destacou a importância da parceria. “Isso visa a, a dedicação ao trabalho da associação junto ao CREA-SP de ter essa parte voltada à parte de inspeções de ponte. Nós estamos inspecionando hoje três pontes, junto com especialistas nesse segmento, para viabilizar um relatório técnico a ser encaminhado para o Poder Executivo. Então, isso é um detalhe que é muito importante para a sociedade bragantina”, disse.

COMITÊ DO CREA-SP

O Comitê de Fiscalização de Pontes foi instituído em 2025 e tem como objetivo avaliar e diagnosticar as condições estruturais de pontes e que resultou na elaboração de um Manual Técnico de Inspeção e Classificação, com o objetivo de padronizar inspeções, capacitar profissionais e apoiar os municípios e órgãos gestores na prevenção de falhas estruturais.

Alguns dias antes da inspeção, vale lembrar que o engenheiro Marcelo Perrone, Diretor Administrativo CREA-SP, esteve na Prefeitura deixando copia do manual e convidando a Secretaria de Obras para participar da visita nas pontes.

As pontes visitadas foram as pontes da Rua Felipe Siqueira, da Rua Peru e também das Chácaras Fernão Dias e a gestora do CREA-SP em Bragança, Maria Jerusa Ferreira, explicou quais os próximos passos a partir  desta analise preliminar. “Essa análise preliminar é uma análise visual, onde vai estar aí elaborando toda uma parte de relatórios daquilo que foi encontrado in loco, e havendo aí algum problema, alguma coisa que comprometa a segurança dessas pontes, a gente retorna também para um trabalho mais elaborado, entre eles com coletas, com drone, enfim, uma análise mais aprofundada mesmo. Mas a partir do momento em que a gente tem todo o relatório dessa visita de hoje que nós estamos realizando.”

CREA-SP

Já o engenheiro Júlio Timerman, atual presidente do Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON) e membro da Comissão de Fiscalização de Pontes falou sobre a inspeção. “Do ponto de vista de segurança estrutural, as pontes não apresentam problemas, são obras até relativamente recentes. O que eu vejo nas três obras é que há um problema realmente de estudos complementares — estudo de vazão de água, estudo de traçado. Essa obra da ponte das Chácaras Fernão Dias está totalmente inadequada. Foi feito um desvio do rio inadequado e, com as próximas chuvas, vai começar a solapar as cabeceiras aqui da galeria”, disse.

Ele ainda acrescentou: “Quando você desenvolve um projeto de ponte, precisa desenvolver estudo de traçado, fazer um estudo do terreno, sondagem, para ver se há necessidade de fazer uma base para a ponte, evitando que ela tenha algum recalque. Então, estruturalmente não há problema; o problema é realmente de traçado e de drenagem, que precisa ser resolvido pela municipalidade.”

Júlio Timerman ressaltou que um relatório com os apontamentos será entregue para a Prefeitura. “Isso será formalizado e entregue à municipalidade para que eles tomem providências. Essa é a missão que o CREA está cumprindo agora, no sentido de preservar os equipamentos públicos para a sociedade. Então, o CREA tem essa atribuição e vai exercê-la alertando a municipalidade para fazer as intervenções e dotar as obras de todos os requisitos necessários”, disse.

“Não se trata de um problema estrutural, mas de questões de barreira, durabilidade e funcionalidade. Porque, se não for feito corretamente agora, na próxima chuva será preciso refazer, gerando custos, atrasos no trânsito e uma série de problemas para a municipalidade. O correto é intervir uma vez só e, depois, fazer manutenções corretivas a cada quatro ou cinco anos, não todo ano. Isso acaba economizando recursos que podem ser usados em outras necessidades da Prefeitura”, finalizou.

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