Operação Nexus em Itatiba: vereador é alvo do Gaeco

Operação Nexus em Itatiba: vereador é alvo do Gaeco

Na manhã desta terça-feira (15), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo realizou uma operação na cidade de Itatiba.

A ação, que contou com o apoio de mais de 160 policiais militares do BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), além dos promotores, cumpriu em Itatiba 23 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Uma sexta pessoa foi presa em flagrante por tráfico de drogas.

A investigação do Ministério Público apura um grupo suspeito de tráfico e lavagem de dinheiro. O Gaeco afirma que a organização era dividida em grupos com diferentes funções, como comando, lavagem de dinheiro, vigilância, distribuição de drogas, logística e pontos de venda.

Entre as apreensões realizadas estão cinco carros de luxo das marcas Ferrari, Porsche e Land Rover, avaliados em mais de cinco milhões de reais, R$ 177 mil em espécie, além de drogas, celulares e uma motocicleta da marca Harley-Davidson, com valor estimado em mais de R$ 140 mil.

Um dos alvos da Operação Nexus foi a Câmara Municipal de Itatiba, devido ao suposto envolvimento de um vereador. Outros endereços relacionados a ele, como sua residência e uma associação que preside, também foram alvo do Gaeco. O MP não pediu o afastamento do parlamentar de suas funções.

NOTA DA CÂMARA DE ITATIBA

Por meio de Nota, a Câmara Municipal de Itatiba confirmou que “foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas dependências desta Casa Legislativa, especificamente no gabinete do vereador Carlos Eduardo de Oliveira Franco (Duguaca)”.

“A Câmara esclarece que está colaborando integralmente com as autoridades competentes e prestando todo o suporte necessário ao regular cumprimento das determinações judiciais. Ressalta, ainda, que, de acordo com as informações disponíveis à Câmara Municipal até o presente momento, a investigação não está relacionada ao exercício da função parlamentar do vereador, à atuação institucional da Câmara Municipal ou a atos praticados em nome desta Casa Legislativa”, diz trecho do documento.

“A realização da diligência nas dependências da Câmara decorreu do cumprimento de mandado direcionado especificamente ao gabinete ocupado pelo parlamentar, não envolvendo os demais vereadores, servidores ou setores do Poder Legislativo Municipal”, complementa.

A Câmara Municipal de Itatiba concluiu que “permanecerá à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos e fornecer as informações que estiverem ao seu alcance, sempre observados os limites legais e o eventual sigilo das investigações”.

Itatiba

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