Após imbróglio jurídico, LIESB elege nova diretoria

Na noite de terça-feira (15), a Liga Independente das Escolas de Samba de Bragança Paulista (LIESB) realizou Assembleia Geral Ordinária destinada à eleição e posse da nova diretoria administrativa e do conselho fiscal.
A nova diretoria assume após um imbróglio no Carnaval de 2026, envolvendo o ex-presidente da Liga e secretário afastado de Cultura e Turismo, Cléber Centini Cassali.
Para o mandato até agosto de 2028, foram eleitos o novo presidente João Cesar Manganelli (Cesinha) e o vice-presidente Domingos da Silva Leite.
O Jornal Em Pauta acompanhou, com exclusividade, a Assembleia Geral Ordinária, conduzida pelo administrador provisório da LIESB, Rubens José de Castro. Somente presidentes ativos puderam votar no pleito, e três escolas de samba estavam representadas: Unidos do Lavapés, Acadêmicos da Vila e Nove de Julho, que, por unanimidade, elegeram o novo presidente Cesinha, além da nova diretoria e do conselho fiscal.
A Dragão Imperial justificou sua ausência por meio de mensagem enviada pelo presidente Jamerson Lopes.

Dessa forma, a nova composição da Liga Independente das Escolas de Samba de Bragança Paulista (LIESB) ficou definida da seguinte forma:
DIRETORIA ADMINISTRATIVA
- Presidente: João Cesar Manganelli
- Vice-presidente: Domingos da Silva Leite
- 1º secretário: Lilian Aparecida Cortese
- 2º secretário: Felipi Ninni Pannunzio
- 1º tesoureiro: Francislaine de Siqueira Calazans
- 2º tesoureiro: Ana Imaculada de Oliveira Romano
- Diretor Social: Ana Paula da Silva
- Diretor de Patrimônio: Matheus Lucas dos Santos
- Diretor Jurídico: Ícaro Machado do Prado
- Diretor de Relações Públicas: Julio Cézar Oliveira Pereira
CONSELHO FISCAL
- Diogo André de Moura
- Regina Helena Praça
- Thaís Gabriele da Silva
PROBLEMAS JURÍDICOS DA LIESB
No Carnaval de 2026, a Prefeitura de Bragança cancelou o desfile das escolas de samba e vetou o repasse à Liga Independente das Escolas de Samba (LIESB), após a entidade, então presidida por Cléber Centini Cassali, enfrentar uma série de problemas jurídicos.
O imbróglio começou em 2025, quando Edmir Chedid repassou R$ 1,7 milhão à LIESB, que organizou os desfiles das escolas de samba Dragão Imperial, Nove de Julho, Acadêmicos da Vila e Lavapés.
No entanto, a Justiça questionou a legalidade do repasse ao Carnaval, já que o então presidente da entidade, Cléber Centini, havia sido condenado anteriormente por improbidade administrativa. A decisão proibiu a LIESB de receber novos recursos, e Centini acabou renunciando à presidência da Liga.
Na última semana, a Justiça declarou a nulidade do contrato e condenou, em primeira instância, o ex-presidente da Liga e secretário afastado de Cultura e Turismo, Cléber Centini Cassali; a ex-secretária de Cultura da época, Marilea Rezende Menezes; a atual secretária municipal de Administração, Stefania Penteado Corradini Rela; e a própria LIESB a pagar as custas processuais e honorários advocatícios fixados em 10% do valor da causa, ou seja, cerca de R$ 176 mil.
Na ocasião, Centini estava com os direitos políticos suspensos e proibido de firmar contratos com o Poder Público, seja de forma direta ou indireta. Apesar das restrições, Edmir Chedid nomeou Cléber Centini como secretário de Cultura, o que provocou nova disputa judicial e resultou na suspensão de Centini do cargo.
Na decisão judicial mais recente, a Prefeitura de Bragança Paulista foi proibida de firmar novos termos de colaboração ou fomento com entidades cujos dirigentes estejam alcançados por sanções que os impeçam de contratar com o setor público, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
Apesar de declarar a nulidade do contrato, a Justiça entendeu que não é necessário devolver o dinheiro aos cofres públicos, já que os festejos de Carnaval 2026 foram realizados normalmente.

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