Adolescentes detidos em escola de Bragança Paulista são liberados

Adolescentes detidos em escola de Bragança Paulista são liberados

Os cinco adolescentes acusados de envolvimento em casos de agressão ocorridos no interior de uma Escola Estadual em Bragança Paulista, que haviam sido apreendidos na Fundação CASA, foram liberados no sábado (19).

A informação é da advogada que representa os cinco envolvidos.

O caso ocorreu na sexta-feira (18), na Escola Estadual Professora Mathilde Teixeira de Moraes, localizada no Parque dos Estados, em Bragança Paulista. A instituição de ensino tornou-se uma escola cívico-militar em fevereiro de 2026.

O CASO

Cinco adolescentes foram detidos pela Polícia Militar após um episódio de violência dentro da escola. De acordo com dados do boletim de ocorrência, as vítimas — duas alunas de 13 e 15 anos — teriam sido cercadas e agredidas durante o intervalo. Ainda segundo a ocorrência policial, elas apresentavam lesões aparentes nos braços e passaram por exames para avaliação.

De acordo com o registro, as adolescentes teriam sido abordadas por um grupo de colegas durante o intervalo. Após uma discussão, elas tentaram seguir em direção ao banheiro, mas foram perseguidas, cercadas e impedidas de entrar. Em seguida, ocorreram empurrões que resultaram na queda das duas.

As vítimas negaram que as agressões tenham ocorrido em contexto consentido de brincadeira.

Os envolvidos foram encaminhados ao Plantão Central da Polícia Civil, onde prestaram depoimento acompanhados de seus responsáveis, apresentando versões divergentes sobre a motivação da agressão. O caso foi registrado como ato infracional análogo aos crimes de lesão corporal, intimidação sistemática (bullying) e ameaça.

ADOLESCENTES SÃO LIBERADOS DA FUNDAÇÃO CASA

De acordo com a nota da defesa dos adolescentes, eles “já foram liberados e se encontram em suas residências, junto às suas famílias” e “os fatos serão devidamente apurados pelas autoridades competentes”.

A advogada Adriane Macedo, que assina o documento, informa que “o episódio não corresponde ao cenário de espancamento ou agressão violenta que vem sendo especulado, tratando-se de adolescentes sem antecedentes de qualquer natureza, todos regularmente matriculados e assistidos por seus responsáveis legais”.

“Por se tratar de procedimento protegido por sigilo, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, novas informações serão prestadas exclusivamente nos autos, resguardando-se a identidade e a integridade de todos os envolvidos”, conclui o documento.

INVESTIGAÇÃO

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil, por meio da Central de Polícia Judiciária (CPJ), em conjunto com a Vara da Infância e Juventude de Bragança Paulista, dará prosseguimento às investigações para apuração dos fatos e individualização das condutas dos adolescentes detidos.

O Em Pauta entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Educação do Governo do Estado de São Paulo, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

 

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