Base do prefeito aprova venda da área do antigo hospital da Unimed

Base do prefeito aprova venda da área do antigo hospital da Unimed

Nesta terça-feira (26) os vereadores de Bragança Paulista aprovaram o Projeto de Lei Complementar que autoriza a Prefeitura de Bragança Paulista a realizar a venda de imóveis urbanos de sua propriedade à iniciativa privada, entre eles o terreno do antigo Hospital da Unimed, localizado no Lago do Taboão.

Ao contrário da semana passada, quando os vereadores do Grupo Chedid se mostraram desunidos e o projeto foi adiado, desta vez a base do prefeito Amauri votou de forma coesa pela aprovação e contou com voto até da “oposição”. Foram 15 votos favoráveis e apenas 4 contra. A matéria precisava de 12 votos para ser aprovada.



COMO VOTARAM OS VEREADORES?

Foram favoráveis a venda dos terrenos públicos “inservíveis” a base do prefeito: Camila Marino, Fabiana Alessandri, Fábio Nascimento, Gi Borboleta, Jocimar Scotti, José Gabriel, Juninho Boi, Marco Leitão, Marcos Roberto, Missionária Pokaia, Natanael Ananias, Rita Leme, Sidiney Guedes e Tião do Fórum. Também votou com o Grupo Chedid o vereador Ismael Brasilino.

Os contrários da Prefeitura se desfazer do espaço que poderia ser um equipamento público foram: Claudio Coxinha, Marcolino, Miguel Lopes e Quique Brown.

TERRENO NÃO É INSERVÍVEL, AFIRMA LÍDER DO PREFEITO

De acordo com o Projeto de Lei Complementar n°17/2023, 28 imóveis poderão ser vendidos. A Prefeitura trata estes espaços como “terrenos avulsos e em áreas urbanizáveis e inservíveis para a construção de bens públicos”. O terreno do antigo hospital da Unimed está localizado em uma das áreas mais nobres de Bragança Paulista e imobiliárias chegaram a oferecer o espaço por mais de R$ 3 milhões.

E foi o próprio novo líder do prefeito na Câmara, vereador José Gabriel, que acabou concordando que o espaço não é inservível conforme afirma o PLC.

“Vejo que quem redigiu o projeto foi muito infeliz, em dizer que o terreno é inservível. Neste valor, nesta localização que temos, onde funcionava um hospital muito bem, jamais poderíamos usar o termo inservível. Poderia ter usado qualquer outro termo, mas dizer que o terreno é inservível, não podemos concordar”, afirmou Gabriel.

Mesmo assim Gabriel solicitou a aprovação do projeto, argumentando que a Prefeitura não comprou este terreno, portanto, era dinheiro que era para estar no caixa do município. E argumentou ainda que a Prefeitura tem outras áreas na região de até 7 mil metros quadrados – áreas estas institucionais, que não podem ser vendidas.

“Concordo que região é nobre, que o termo não está apropriado, mas a Prefeitura tem outras áreas na região, peço a compreensão da base”, disse.

Durante todo o histórico de aquisição do terreno, desde o Governo Jesus Chedid, a Prefeitura tratou o espaço como apto a receber equipamentos públicos, como Unidade de Saúde por exemplo. Até o mês de junho, a Secretaria de Comunicação afirmava que “o prédio poderá ser usado para instalação de equipamentos públicos, centros comunitários, ou outras destinações que atendam a população”.

VOTOS CONTRÁRIOS

As maiores discussões sobre o projeto vieram dos vereadores contrários.

“Este terreno é tudo, menos inservível. Por isso torna este projeto irregular. A Prefeitura está quebrada, promoveu nos últimos meses um descontrole orçamentário. Este Projeto de Lei é para arrumar o rombo que ela tem”, afirmou o vereador Quique Brown.

Já o vereador Miguel Lopes, sugeriu fazer uma troca casada com outra área do município. “Vamos buscar uma área para cumprir a promessa do Edmir Chedid de fazer 5 mil casas populares”, solicitou Miguel.

“Na minha opinião é um patrimônio do município. Votando a favor e autorizando a Prefeitura a leiloar o terreno, perderemos um patrimônio público muito grande, não dá para abrir mão deste imóvel neste momento”, disse Marcolino.

Com a aprovação no Legislativo, a Prefeitura deverá providenciar um leilão para realizar a venda dos 28 terrenos. Não foram divulgados prazos para isto.

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