Bragança Em Pauta inicia série de entrevistas com pré-candidatos a prefeito com Renan Oliveira

As eleições acontecem em outubro, e a reportagem do Bragança Em Pauta, sentiu nas ruas a necessidade de falar sobre as pré-candidaturas, já que o cenário político de Bragança Paulista está indefinido e as pessoas querem saber quem serão os futuros candidatos.

Para dar início a série de entrevistas, a reportagem conversou com o jovem Renan Oliveira do PSOL, já declarado pré-candidato a prefeito. Aos 29 anos, o professor, já teve duas experiências eleitorais. Em 2012 foi candidato a vice-prefeito e em 2014 a deputado federal.

Ele acredita que sua pré-candidatura é uma alternativa para a população bragantina já que todos os outros grupos políticos já tiveram oportunidades.

“O Fernão apareceu como novidade mas reproduziu exatamente as velhas práticas. Os grupos do Jesus Chedid, José de Lima e Jango já mostraram suas caras”, afirmou.

Renan disse que é filiado no PSOL desde 2010 e que hoje não se filiaria a nenhum outro grupo. “Temos um diferencial. Temos uma bandeira política de fato pela ética, diferente de outros partidos”.

Questionado sobre as mudanças eleitorais, que diminuíram o tempo de campanha ele disse que as mesmas prejudicam, e muito, os partidos como o PSOL e o PSTU. “Não posso dizer que as mudanças prejudicam os pequenos partidos. Prejudicam os pequenos partidos que têm ideologia. Em Bragança, prejudica o PSOL e o PSTU porque não vamos fazer coligações com outros partidos”.

Renan fez durante a entrevista uma breve avaliação dos governos Jango e Fernão Dias.

“ O ponto positivo das duas administrações foi a quebra da hegemonia de Jesus Chedid e José de Lima. O ponto negativo é que tanto o Jango como o Fernão reproduziram velhas práticas como, por exemplo, manter na Prefeitura um alto número de comissionados por causa de troca de favores”, disse.

O pré-candidato disse ainda que não concorda com o recente aumento salarial autorizado tanto para vereadores como para prefeito, vice-prefeito e secretários, que será válido a partir de 2017. “Sou contra o aumento no contexto da crise. Sou contra cortar gastos de outras áreas e aumentar o salário”, acrescentou.

Renan Oliveira informou que participa com outros integrantes do grupo existente no facebook, denominado Movimento Outra Bragança (MOB) e ativistas independentes da recolha de assinaturas contra o aumento. “Vamos marcar uma data para recolher as assinaturas e tomar providências”, disse.

“O salário do prefeito tem quer ser a média do salário do trabalhador. O prefeito nada mais é que um servidor público. E nem concursado é”, disse Renan afirmando ainda que como pré-candidato, se compromete, se eleito, a renunciar ao aumento.

Ele acredita ainda que a crise econômica e as denúncias apuradas pela Lava-Jato, deixam os brasileiros cada dia mais desacreditados na política e que isto pode refletir no aumento das abstenções. “Isto é culpa dos próprios políticos. A população espera que o candidato tenha, no mínimo, ética. Isto deveria ser uma obrigação, mas não é. A maioria dos políticos não é ética. O PSOL sempre defendeu a ética e combateu a corrupção”, afirmou.

Ele criticou ainda os políticos profissionais que agem de acordo com interesses próprios e de empresários. “ Eu sou professor. Sou uma pessoa comum que está na política. O grande problema do Brasil são os políticos profissionais. Nosso sistema é desacreditado. Quem decide uma eleição são as doações das empresas. As doações privadas têm que acabar”, enfatiza.

O pré-candidato falou ainda durante a entrevista sobre alguns pontos polêmicos como educação, saúde, segurança, transporte coletivo e radares. “Nossa prioridade é a Educação. Hoje em dia não existe uma política séria de educação básica. O prefeito tem que arcar com despesas básicas na Educação como uniforme e material, afinal a pasta tem o maior orçamento”, lembrou o candidato, citando que recentemente foi anunciado pela atual administração que o uniforme escolar só será distribuído para crianças contempladas com o Bolsa Família.

Já sobre os radares foi categórico. “A indústria de multas tem que acabar. O trânsito tem que ter um caráter educativo”, disse.

Renan Oliveira defende ainda a municipalização do transporte coletivo. “Esta política já é adotada inclusive em outros países porque as administrações percebem que gastam menos mantendo a própria frota. Transporte gratuito tem que ser visto como um direito do cidadão, assim como saúde”.

Ainda sobre saúde, o pré-candidato afirmou que defende o imediato rompimento com a Organização Social que administra a saúde em Bragança Paulista. “Prometeram que ia melhorar e nada mudou. Saúde pública é um direito do cidadão e não um serviço prestado”, acrescentou.

O pré-candidato luta também pela desmilitarização da polícia.

“Quando a polícia entra em uma residência no Euroville causa um rebuliço. Quando anda os bairros da periferia e bate em menores na rua é visto como se fosse um fato corriqueiro. A Segurança Pública, a polícia, tem que ter caráter de cidadania. Tem que cumprir a lei tanto no Euroville, como no Green Park”, acrescentou.

Renan Oliveira finalizou a entrevista afirmando que em sua visão o novo prefeito de Bragança Paulista para enfrentar os problemas da cidade não precisará negociar a maioria de vereadores na Câmara, mas sim ter ao seu lado a maioria da população. “Um governo do PSOL trabalhará com a maioria da população. Sabemos que a Câmara cede às pressões”.

Interessados em saber mais sobre o PSOL de Bragança Paulista e sobre Renan Oliveira podem entrar em contato com ele pelo telefone 9-8449-0746 ou pela página do partido no facebook. https://www.facebook.com/psolbragancapaulista/?fref=ts