Caso Camila: preso virá de Alagoas para ser interrogado em Bragança

Caso Camila: preso virá de Alagoas para ser interrogado em Bragança

A Polícia Civil de Bragança Paulista está acertando os últimos trâmites burocráticos para trazer durante a próxima semana o preso Flávio Rogério Verissimo de Oliveira, de 29 anos, de Alagoas para Bragança Paulista. Somente aqui que o acusado pela Polícia Civil de matar Camila Araújo dos Santos, de 28 anos, será interrogado sobre o crime.

Com seu interrogatório, o delegado Elton Costa, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bragança Paulista pretende esclarecer os detalhes do assassinato.




O ponto principal a ser esclarecido é se Joyce Larissa da Silva, de 33 anos, participou ativamente do assassinato ou não. Ela alega que não e disse em seu depoimento à Polícia Civil que foi coagida pelo ex-marido Flávio.

Joyce relatou que Flávio a obrigou guardar o corpo de Camila em sua casa por cerca de uma semana, bem como a coagiu a ajudá-lo na fuga.

Uma das coisas que intriga a polícia é justamente porque o homem procurou abrigo na casa dos pais de Joyce, dizendo que estava de férias.

Flávio e Joyce estão presos provisoriamente e devem ser indiciados por por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A pena pode ser superior há 30 anos.

TRIÂNGULO AMAROSO

Os acusados do crime, Joyce e Flávio eram casados. Os dois trabalhavam em uma empresa em Extrema-MG quando conheceram Camila. Flávio começou a ter um relacionamento extraconjugal com ela e acabou se separando da mulher.

Por causa da confusão amorosa, os três chegaram a perder o emprego, segundo o apurado pelo delegado Elton Costa.

Foi então que Camila foi morar com Flávio, que segundo o relatado à polícia por Joyce, não estaria feliz com o relacionamento e cometeu o crime.

O CRIME

Camila foi assassinada no apartamento de Flávio provavelmente no dia 12 de maio. Os exames indicam que ela foi asfixiada. A polícia acredita que Camila foi assassinada nesta data, porque foi quando fez o último contato com a família por áudio de WhatsApp. Depois disso chegou a enviar mensagens de texto, o que não era comum e despertou atenção dos parentes que decidiram registrar um boletim de desaparecimento.

Sem novos contatos, os familiares repercutiram o desaparecimento nas redes sociais. Foi então que no dia 19 de maio, o corpo de Camila foi encontrado sem roupa, abandonado na Estrada Municipal Aurélio Frias Fernandes, no Bairro do Menin.

Depois de assassinar Camila, Flávio teria transportado o corpo dela dentro de uma geladeira para a casa de Joyce. Apesar de alegar ter sido coagida, a polícia apurou que Joyce chegou a dizer para o responsável pelo carreto, que a geladeira estava pesada demais já que estava cheia de produtos de beleza, que ela vende.

O casal, segundo a polícia, também se livrou de roupas com marcas de sangue e comprou pó de gesso e cal para manter o corpo conservado e evitar mal cheiro. Durante uma semana, o corpo de Camila foi mantido dentro da geladeira ligada até que eles alugaram um carro para se livrar do mesmo.

E foi justamente a partir da identificação da placa deste carro alugado que a polícia chegou aos acusados do crime.

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