Caso Renan: Justiça define que fiança vá para família da vítima

A Justiça de Bragança Paulista definiu nesta sexta-feira (29), que a fiança paga pelo jogador de futebol Renan Victor da Silva à Justiça seja repassada de forma urgente à família da vítima da colisão de trânsito.

O gerente de produção Eliezer Jorge Pena, de 38 anos, que morreu em um acidente de trânsito envolvendo o jogador, deixou a esposa Isabela Seballo e as filhas Júlia, de 10 anos e Helena, de 5 anos.





O Ministério Público havia solicitado nos autos do processo criminal, que a fiança paga por ele à Justiça não permaneça recolhida até o término do processo e fosse repassada à família. A defesa de Renan, que trocou os advogados, se manifestou favoravelmente. Assim como os advogados da família enlutada.

A DECISÃO

Nesta data, a juíza Dra. Simone Rodrigues Valle, da 1ª Vara Criminal decidiu: “Ante a concordância das partes, bem como diante do teor do artigo 336 do CPP, defiro o pedido de levantamento prévio da fiança judicialmente depositada, em favor da viúva, nos termos do artigo 336 do C.P.P. Expeça-se o necessário, com urgência. Intime-se o representante da família a fim de que informe os dados bancários para transferência dos valores”.

A torcida do Palmeiras, clube que detém o passe do jogador, organizou uma vaquinha na internet para ajudar a família. Até a tarde desta sexta-feira (29), a torcida palmeirense e pessoas sensibilizadas com a tragédia já haviam arrecadado mais de R$ 56.000,00.

TRÊS SALÁRIOS DO ATLETA

O Em Pauta teve acesso ao contrato de trabalho desportivo do jogador Renan Victor da Silva com o Red Bull Bragantino Futebol Ltda.

De acordo com o item 3.2 do respectivo contrato, Renan recebia do clube como salário mensal bruto a importância de R$ 84,000.00, cujo contrato é válido de 04/04/2022 até 31/12/2022. Portanto, a fiança aplicada de 200 salários-mínimos, ou seja, R$ 242.400,00. corresponde a aproximadamente três meses de seus rendimentos fixos.

BARBIERI FALA SOBRE O CASO

Também nesta sexta, o treinador do Red Bull Bragantino Mauricio Barbieri falou pela primeira vez em Bragança Paulista sobre o caso. Ele havia se manifestado após o jogo contra o Fluminense, em Volta Redonda – RJ.

“É uma questão que já não está mais na alçada da Comissão Técnica. Uma questão de permanência ou não, de devolução ou não, quem pode responder é a direção. Já não estou mais participando de discussão neste sentido. Não conseguiria dizer pra vocês que é um caso superado, pois não consigo nem encontrar palavras com a dor que foi gerada, de tudo que as pessoas envolvidas vão carregar pra frente. É insuperável o que aconteceu, a palavra é essa. Insuperável”, disse o treinador.

Perguntado pelo Em Pauta, sobre casos de atletas que não tem uma postura pessoal, condizente com hábitos de atletas, Barbieri fez uma comparação com a criação de filhos.

“Meus filhos ainda não tem 18 anos e quando fizer, como eu vou fazer? Ou eu eduquei ou eu não eduquei. Porque ninguém trabalha sob supervisão 24 horas. O clube não tem o direito de seguir o jogador quando ele sai do clube, é uma liberdade que todos nós temos, do direito de ir e vir. Se alguém faz mal uso desta liberdade, não é mais responsabilidade minha ou do clube”, comparou.

“A partir do momento que tem o conhecimento, o clube tem o direito e o dever de se posicionar. Eu e o clube não temos como controlar isto, o que podemos fazer é no momento de contratar investigar a vida pessoal, isso é possível fazer. E está previsto em lei, se você faz mal uso do seu direito de ir e vir você tem que sofrer as consequências”, concluiu.

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