Caso Renan: MP solicita que fiança vá para família da vítima

O Ministério Público de Bragança Paulista solicitou nos autos do processo criminal que tem como acusado o jogador do Red Bull Bragantino, Renan Victor da Silva, que a fiança paga por ele à Justiça não permaneça recolhida até o término do processo e seja imediatamente repassada à família da vítima da colisão de trânsito.

O gerente de produção Eliezer Jorge Pena, de 38 anos, que morreu em um acidente de trânsito envolvendo o jogador, deixou a esposa Isabela Seballo e as filhas Júlia, de 10 anos e Helena, de 5 anos. O acidente fatal aconteceu na sexta-feira (22). Renan se recusou a fazer o bafômetro e confessou preliminarmente à polícia que havia bebido e voltava de uma festa.




A torcida do Palmeiras, clube que detém o passe do jogador, organizou uma vaquinha na internet para ajudar a família. Até o início da tarde desta terça-feira (26), a torcida palmeirense e pessoas sensibilizadas com a tragédia já haviam arrecadado mais de R$ 50.000,00.

“Entendo que o valor da fiança a ser recolhido não precisa ficar nos autos até o trânsito em julgado e independente da solução/resultado do presente inquérito/processo, com a anuência do advogado de defesa e do assistente de acusação, poderá ser imediatamente levantado em favor da família da vítima como antecipação de indenização”, sugeriu o promotor Rogério José Filócomo Júnior.

Caberá ao juiz da 1ª Vara Criminal de Bragança Paulista deferir a questão, possivelmente já nos próximos dias.

FIANÇA E LIBERDADE DA CADEIA

Antes mesmo de ocorrer o sepultamento do gerente de produção Eliezer, o jogador Renan Victor da Silva, conseguiu liberdade provisória. Ele é acusado de dirigir embriagado e com CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa.

A audiência de custódia ocorreu no último final de semana, ocasião em que o juiz de plantão Fábio Franco de Camargo decidiu pela liberdade provisória de Renan, pois “o acusado não ostenta antecedentes criminais, o crime cometido é culposo e não admite conversão do flagrante em preventiva, sendo suficiente a fixação de fiança e medidas cautelares requeridas pelo Ministério Público”.

A fiança estabelecida foi de 200 salários-mínimos, ou seja, R$ 242.400,00. Já as medidas cautelares definidas são: comparecer em todos os atos do processo; manter endereço atualizado; proibição de frequentar bares, prostíbulos e casas de show; proibido de se ausentar da Comarca de Bragança Paulista sem autorização judicial e entregar o seu passaporte à Polícia Federal.

TRÊS SALÁRIOS DO ATLETA

O Em Pauta teve acesso ao contrato de trabalho desportivo do jogador Renan Victor da Silva com o Red Bull Bragantino Futebol Ltda.

De acordo com o item 3.2 do respectivo contrato, Renan recebia do clube como salário mensal bruto a importância de R$ 84,000.00, cujo contrato é válido de 04/04/2022 até 31/12/2022. Portanto, a fiança aplicada ao atleta corresponde a aproximadamente três meses de seus rendimentos fixos.

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