Caso Soninha: Vereadores arquivam denúncia por 10 votos a 7

Nesta terça-feira (10), a Câmara Municipal de Bragança Paulista votou em Plenário o parecer da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar e decidiu arquivar a denúncia contra a vereadora Sônia de Brito Parreira (Soninha da Saúde), do partido Progressistas.
O relator do caso na Comissão de Ética, vereador Ismael Brasilino, apresentou parecer pelo arquivamento da denúncia feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O Plenário aprovou o parecer dele.
A votação terminou com 10 votos favoráveis e 7 contrários. Confira como votaram os vereadores:
FAVORÁVEIS AO ARQUIVAMENTO
- Bruno Leme
- Camila Marino da Saúde
- Fábio Nascimento
- Ismael Brasilino
- Jocimar Scotti
- Jota Malon
- Missionária Pokaia
- Rafael de Oliveira
- Rita Leme (suplente de Soninha da Saúde, que não pôde votar)
- Sidiney Guedes
CONTRÁRIOS AO ARQUIVAMENTO
- Bruno Sucesso
- Cláudio Coxinha
- Fabiana Alessandri
- Gabriel Gomes Curió
- Mauro Moreira
- Miguel Lopes
- Quique Brown
O vereador Juninho Boi não compareceu, e o presidente da Câmara, Tião do Fórum, não precisou votar.
A DENÚNCIA
A 16ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bragança Paulista denunciou a vereadora por suposta infração político-administrativa durante sessões da Comissão de Educação. Segundo a entidade, a vereadora deslegitimou o parecer técnico do advogado em duas ocasiões, atacou sua reputação e insinuou desrespeito às prerrogativas parlamentares.
FALA SONINHA!
A vereadora Soninha da Saúde fez sua defesa na tribuna: “Enfrentei essa Comissão de Ética de cabeça erguida, de consciência tranquila e esperava por esse momento aqui. É importante ressaltar que o relatório da Comissão de Ética reconheceu que não houve quebra de decoro, não houve desrespeito e não houve infração ética da minha parte”, disse.
Na sequência, Soninha apresentou o seu ponto de visto, do por que foi encaminhada ao Conselho de Ética. Segundo ela, isso ocorreu em razão de seu posicionamento na votação da Planta Genérica de Valores, no projeto que pretendia revogar o aumento do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana). Após essa votação, passou a receber ataques homofóbicos, preconceituosos e machistas.
Ela atribuiu os posicionamentos contrários a uma questão de gênero. Para a vereadora, a falta de respeito com uma mulher culminou em seu encaminhamento ao Conselho de Ética.





