Coluna da Vanessa Nogueira: Retrospectiva 2025 – O ano que nos testou (e nos ensinou)

Coluna da Vanessa Nogueira: Retrospectiva 2025 – O ano que nos testou (e nos ensinou)

 

*Por Vanessa Nogueira

Olá, queridos leitores e leitoras do Bragança em Pauta! Minha gente, chegamos! Dezembro, o mês que a gente fica de coração apertado por tudo que passou e de alma leve pela esperança do que virá. O ano de 2025 voou, e com ele, uma montanha-russa de emoções, debates e, claro, muitas polêmicas que movimentaram nossa querida Bragança Paulista e toda a Região Bragantina.

Nossa coluna de fim de ano é um convite à reflexão. Não para apontar o dedo, mas para entender onde acertamos, onde erramos e, principalmente, o que a sociedade e o poder público precisam aprender com os fatos que marcaram nossos calendários. Senta que lá vem história, ou melhor, senta que lá vem a nossa retrospectiva, mês a mês, de janeiro a dezembro!

As 12 polêmicas que marcaram 2025

1. O Carnaval sob liminar

O ano mal começou e o samba já desceu do salto. Uma liminar judicial suspendeu o repasse de mais de R$ 1,7 milhão para a Liga Independente das Escolas de Samba de Bragança (LIESB). A polêmica não foi sobre a festa em si, mas sobre a transparência e a legalidade dos repasses. Um balde de água fria que nos fez questionar: a cultura e o lazer não merecem um planejamento mais sólido e menos sujeito a sustos judiciais?

2. Crise de Liderança na Folia

A crise  se aprofundou. Em meio aos preparativos para o Carnaval, o presidente da LIESB renunciou ao cargo. A polêmica dos bastidores expôs a fragilidade da organização e a necessidade urgente de profissionalização e apoio estrutural para que a maior festa popular da cidade não se resuma a um drama de gestão.

3. A cadeira vazia na Educação

O afastamento da Secretária de Educação, mesmo que por motivos pessoais ou de saúde, gerou um burburinho político. Em um ano crucial para a educação pós-pandemia, a instabilidade na pasta acendeu o alerta: a educação de nossas crianças pode esperar? A polêmica aqui é a da prioridade e da continuidade administrativa.

4. O preço da diversão e a falta de segurança

A Expoagro e Festa do Peão, evento de grande porte, foi ofuscada por reclamações. Roubos de celular em massa, preços abusivos e a eterna briga pela meia-entrada. A polêmica nos fez perguntar: a festa é para o povo ou para o lucro? E a segurança pública, onde estava? Um evento grandioso exige responsabilidade à altura.

5. A efervescência do orçamento bilionário

O debate sobre o orçamento municipal esquentou a política local. Com a cidade administrando uma cifra bilionária, a discussão sobre a destinação dos recursos se tornou o centro das atenções. A polêmica não é ter dinheiro, mas como ele é gasto. Transparência e participação popular são as palavras-chave que a população cobrou (e deve continuar cobrando).

6. O grito de socorro que salvou uma vida

Um caso de violência doméstica chocou e comoveu a região: uma menina de apenas 6 anos ligou para a Polícia Militar e salvou a mãe de agressões. A notícia, embora triste, gerou um debate necessário e urgente sobre a violência contra a mulher e a importância de denunciar. A polêmica aqui é social: o que estamos fazendo para proteger nossas famílias?

7. O Festival da Decepção e o IPTU

Julho foi um mês duplo de polêmica. Primeiro, o “Festival de Inverno” virou o “Festival da Decepção”, com críticas pesadas ao desmonte cultural e à falta de planejamento. Em seguida, a Câmara Municipal rejeitou o veto do prefeito ao projeto que revogava o reajuste do IPTU. A “batalha do imposto” mostrou a força (e a divisão) do Legislativo.

8. O perigo no copo

Um alerta de saúde pública tomou conta da região e de todo país, bebidas alcoólicas adulteradas estavam circulando no comércio. A polêmica do “perigo no copo” nos lembrou da importância da fiscalização rigorosa e do cuidado com a procedência do que consumimos.

9.  Bragança no Mapa da Gastronomia (e a Batalha da Identidade)

Setembro é, tradicionalmente, o mês em que celebramos a Festa da Linguiça, um evento que é a cara de Bragança Paulista e que deveria ser o nosso maior cartão-postal gastronômico. A polêmica, minha gente, é que a festa corre o risco de perder sua identidade. A tradição da linguiça artesanal, que nos deu o título de Capital Nacional, não pode ser ofuscada por uma poluição visual de barracas que vendem de tudo, menos o nosso prato principal. Barracas de ração, sapatos, produtos chineses… A Festa da Linguiça precisa ser a vitrine da nossa excelência, do nosso diferencial. Precisamos garantir que a linguiça seja a estrela absoluta, e que o evento mantenha o charme e a tradição que o tornaram famoso, e não um camelódromo genérico. É hora de defender o nosso patrimônio cultural e gastronômico!

10.Adultização e a Saúde da Mulher

Durante o ano, mas principalmente o Outubro Rosa foi marcado por dois temas que abordei aqui: a adultização infantil e a necessidade de mais ações concretas na saúde da mulher. A polêmica é a da superficialidade: não basta vestir a cidade de rosa, é preciso investir em prevenção e acolhimento.

11. O Cancelamento da Diversidade e a Consciência Negra em Xeque

Novembro, o mês da Consciência Negra, nos trouxe uma polêmica dupla sobre a inclusão e o respeito à diversidade. Após 16 anos de tradição, a Prefeitura cancelou a Semana da Diversidade e a Parada LGBTQIAPN+. A decisão gerou uma onda de protestos e críticas. Para completar, o Mês da Consciência Negra teve apenas e tão somente a caminhada do Zumbi dos Palmares e Dandara, realizada por força e organização da própria comunidade. A polêmica aqui é clara: qual o papel do poder público na promoção de direitos e na garantia de espaços para todas as vozes? A inclusão não pode ser um item de corte no orçamento.

12. A batalha final e a polarização de Fim de Ano

O último mês foi de “batalha da caneta” na Câmara, com projetos polêmicos sendo votados às pressas e aprovados à revelia da população. Os enfeites de Natal praticamente não existiram, e o que deveria ser um incentivo ao desenvolvimento econômico e turístico virou uma coletiva de polarização, entre: Turismo X Saúde e Social. Uma pena! A cidade precisa de equilíbrio, e não de escolhas que colocam um setor contra o outro.

Olhando para 2026

Se 2025 foi o ano das polêmicas, que 2026 seja o ano das soluções. Que os debates acalorados se transformem em ações concretas. Que a política local se lembre que o poder emana do povo e que a cultura, a educação e a saúde não são gastos, mas sim investimentos inegociáveis no futuro de Bragança.

Desejo a todos um Ano Novo repleto de paz, saúde e, principalmente, de empatia. Porque, como sempre digo, a empatia é a chave para uma Bragança melhor.

Até a próxima coluna! 🍾

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*Vanessa Nogueira é  Bacharel em Turismo, consultora, docente, assessora regional-SETUR e sua parceira na construção de uma Bragança melhor!

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