Coluna do Marcus Valle e as eleições

Coluna do Marcus Valle e as eleições
*Por Marcus Valle

1 – Eleições

 

Faltando pouco mais de 20 dias para o 1º turno das Eleições, outros assuntos importantes ficam em segundo plano, tanto pelos noticiários, como pelas autoridades políticas. 

2- Política local 

Em Bragança Paulista temos 3 candidatos a deputado estadual pela oposição ao grupo do prefeito. José de Lima, Sandro Montanari e Juninho Boi têm disputado o eleitorado de forma respeitosa entre eles.

Também os candidatos ligados ao prefeito, Coronel Américo e Soninha da Saúde, têm feito campanha sem ataques aos demais.
 

3- Candidatos 

Esperamos que seja possível elegermos pelo menos um deputado estadual (e federal) ligado a Bragança.

Se for mais de um, o que é difícil, seria melhor, pois não podemos ficar sem representante (s).


Nosso município necessita de verbas, investimentos e obras dos governos estadual e federal, e tem sofrido uma falta de atenção, se comparado com outras regiões.


Nossas estradas (Itatiba, Amparo, Socorro, Piracaia, Guarapocaba) são exemplos da falta de atenção, e promessas não cumpridas.
 

4- Baixo nível 

Já as eleições para cargos majoritários (presidente, senador e governador) são de um nível horrível de campanha eleitoral. Ataques, mentiras, promessas demagógicas são predominantes. Poucas propostas sérias. 

5- STF 

Crise no STF atinge 5 ministros do STF, citados e acusados de envolvimento direto ou indireto (contrato de assessoria jurídica de familiares) com Daniel Vorcaro.

Alexandre de Moraes, André Mendonça, Kássio Nunes, Fux e Tófolli são referidos por esses pretensos contatos com o banqueiro preso.


Só 5 ministros não foram referidos: Cristiano Zanin, Fachin, Gilmar, Dino e Carmen Lúcia.


Isso tem que ser apurado, sem seletividade, “doa a quem doer”.
 

6- Cortina de fumaça 

No entanto, querer usar a crise do STF para atenuar ou criar cortinas de fumaça a outros envolvidos que receberam dinheiro e favores de Vorcaro é uma tática inaceitável.

Todos têm que ser responsabilizados.
 

7- Saúde mental 

Em Bragança insistimos em dizer que há sérios problemas na nossa saúde pública, especialmente “saúde mental”.

A Prefeitura deve contratar mais profissionais da área: psicólogos e psiquiatras.


Assim como em todo o país, temos muitos casos de depressão, ansiedade (aumentou consideravelmente o índice nos últimos anos) e outras patologias.


Precisamos ter mais atenção do Executivo.
 

8- Trânsito 

O trânsito em Bragança sempre foi um problema, mas nos últimos anos, com o aumento considerável no número de veículos (140 mil aqui registrados), piorou muito.

O município é antigo, com topografia acidentada, pouca possibilidade de ampliação ou criação de novas vias, e ainda é passagem de veículos para o Circuito das Águas.

Temos enormes problemas de trânsito: moroso, muitos acidentes, dificuldade em estacionamentos etc.

Multas, radares e lombadas são utilizados, mas muitas vezes prioriza-se a arrecadação, ao invés do verdadeiro objetivo, que é minimizar a questão real.


Agora estão anunciando várias alterações gerais para tentar atenuar os problemas.


Isso vai gerar polêmica, pois muitos serão afetados.


Vamos aguardar se teremos resultados, e torcer para que se revertam situações que não derem certo.


Devemos ainda ressaltar que necessitamos de fiscalização, e campanhas preventivas, ao invés de priorizar arrecadação de multas.
 

9-Dica de livro 

Excelente livro de psicologia ( não é de autoajuda) do argentino Gabriel Rolon, editora Paidon, 272 páginas.  

A FELICIDADE PARA ALÉM DA ILUSÃO  trata das frustrações cotidianas, dos dramas, do sucesso e fracasso, das ilusões, da influência dos outros, das redes sociais, do passado, do negativismo etc. 

É um livro interessantíssimo. Vale a pena. 

JURO QUE É VERDADE 

Anos 80. Um amigo meu, super pão-duro, tomou um fora da namorada.

Tentou voltar com ela, e para tanto comprou flores e pediu para que eu entregasse para a moça. Antes reclamou pra mim do preço das flores (era a primeira vez que mandava).

Eu achei a história divertida e topei. Minha função era entregar as flores, ver a reação dela e argumentar em favor dele. Ele me levou de carro, e esperou na esquina.

Bati na casa da moça, ela saiu e eu entreguei as flores. Quando ela leu o cartão, devolveu imediatamente a flor e por mais que eu insistisse, ela se recusou a receber. Voltei pro carro com o buquê na mão.

Meu amigo ficou triste, com ar de choro e eu o levei almoçar comigo na casa da minha mãe.

Ele entrou com as flores na mão e minha mãe perguntou:

– MORREU ALGUÉM?

Contei a ela a história, ela falou que as flores eram lindas, e que a moça deveria ter ficado com o buquê por educação.

Meu amigo, triste, disse:

– JÁ QUE A SENHORA GOSTOU… PODE FICAR COM AS FLORES.

Minha mãe pegou as rosas, contente e colocou num vaso.

Almoçamos, ele me agradeceu e foi para casa, ainda triste.

À noite ele me ligou, já com voz animada e disse algo inusitado:

– OH MARCÃO, JÁ DESENCANEI DA EX. CONHECI UMA MENINA BONITA DA FACULDADE DE MEDICINA. ESTOU PENSANDO EM MANDAR FLORES PRA ELA. SERÁ QUE SUA MÃE NÃO DEVOLVE AS ROSAS?

Nem respondi.

*Marcus Valle é advogado, professor universitário e ex-vereador. 

Contato: [email protected]

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