Coluna do Marcus Valle e os candidatos da região

*Por Marcus Valle
1 – Candidatos da região
Temos 5 candidatos a deputado estadual em Bragança Paulista.
Três (José de Lima, Sandro e Juninho Boi) são opositores, (ou independentes) do grupo Chedid que dirige a Prefeitura.
Já o Coronel Américo e a vereadora Soninha são apoiadores da administração, mas provavelmente não terão o apoio total como candidatos do grupo.
As candidaturas de José de Lima (dobradinha com Saulo Pedroso), Juninho Boi (com Jonas Donizetti), e Sandro Montanari (Cesar Madureira) estão com trabalho mais organizado e apoios na região.
2- Baixo nível – Mentiras
As eleições majoritárias para presidente e vice, ao que parece serão as mais radicais e “sujas” da história. Com redes sociais publicando absurdos e fakes, verificamos que o que menos teremos serão propostas sérias e vão preponderar os ataques pessoais, e promessas absurdas e demagógicas.
Cabe ao eleitor filtrar as informações, e não aderir a paixões e odiosidades.
3- Poluição sonora – Necessário Plantão
Em Bragança um problema crônico é o da poluição sonora na modalidade de gritarias, algazarras, carros de som, música altíssima etc.
Normalmente esses casos ocorrem no período noturno e, ou feriado ou finais de semana. E não existe um Plantão para atender as reclamações.
4- Poluição sonora – Prefeitura quer se eximir
Nesses casos de barulho, o reclamante liga e há um “ping-pong”, a Prefeitura diz que é coisa para a Polícia Militar, e a PM não tem decibelímetros e alega dificuldade para atender todas reclamações.
Atualmente a Prefeitura fez um anteprojeto de lei, se eximindo de atender a tais casos (ainda não foi votado).
Enquanto houver esse jogo de empurra-empurra, a população vai sofrer cada vez mais esses casos de barulho exagerado.
5 – Som: necessário juntar forças
O correto nesses casos de poluição sonora é um entendimento entre Secretaria do Meio Ambiente, Guarda Civil Municipal e Polícia Militar (que deve dar apoio à fiscalização) e criar um Plantão específico para atender a esses casos.
Se a Prefeitura se eximir, leis ambientais em vigor serão revogadas e/ou inaplicáveis.
6 – Microasfalto
Esse microasfalto implantado em várias ruas e avenidas da cidade, não pode ser aplicado em locais onde há buraco, e asfalto muito danificado.
E onde foi aplicado, não agradou, mais piorou que melhorou, em alguns locais
7 – Acidentes
Impressionante as notícias de acidentes inusitados de trânsito em Bragança nas últimas semanas.
Capotamentos em locais tranquilos, colisões contra postes e proteção de ciclovia, quedas de motociclistas etc.
São casos que independem da atuação da Prefeitura, erros humanos evidentes.
Necessitamos de uma urgente campanha preventiva pela mídia e internet.
8 – Dica negativa de livro
Como gosto muito da figura do jogador de futebol Messi, comprei um livro de Ariel Senosiain, editora Hábito, 2020, 247 páginas, que estava exposto numa livraria: Messi o Gênio Completo.
A “obra” é fraca, confusa, sem nenhuma novidade, transcrevendo muitas entrevistas, sem objetividade.
Não perca tempo. É chatíssimo de ler.
9 – Moradores de rua
Assim como em muitos municípios, temos “moradores de rua”. Alguns causam incômodos, ou são agressivos.
Muita gente só quer que eles sejam retirados ou reprimidos, ou até, pasmem, removidos ilegalmente para outro local.
No entanto, essa é uma questão de saúde pública, além de segurança.
São pessoas com problemas financeiros, ou vícios em drogas lícitas ou ilícitas, que precisam ser atendidos (além de estarem sujeitos a leis, como todos).
Devem ser tratados, encaminhados às famílias etc.
JURO QUE É VERDADE
Quando fui candidato a deputado estadual (1978), por falta de recursos financeiros, toda minha campanha foi feita com amigos voluntários que funcionavam como motoristas, coladores de cartazes, locutores e até seguranças. Era tudo improvisado, extremamente cansativo (a campanha durava 6 meses), mas DIVERTIDO.
Uma vez, eu, o Cláudio Simões e o Marco Francisco, saímos de carro de manhã e percorremos uns 6 ou 7 municípios da região em campanha.
A gente ia revezando na direção do carro. Voltávamos para Bragança, já à noite avançada, eu dirigindo, o Marco ao lado, quando notamos que o Cláudio, no banco detrás ,dormia profundamente. Tentamos chamá-lo, mas nada. O sono era profundo.
Resolvemos fazer uma brincadeira improvisada para acordá-lo e nos mantermos acordados também.
Paramos num estacionamento dum posto de gasolina, bem em frente a um enorme caminhão estacionado. A seguir demos um enorme grito: AHHH, enquanto eu acionava a busina ao mesmo tempo.
O Cláudio acordou com os gritos e a primeira coisa que viu a ao abrir os olhos foi aquele enorme caminhão, a poucos metros.
Ele quase morreu de susto, mas depois comentou….:
– FOI COMO NASCER DE NOVO, QUANDO EU PERCEBI A BRINCADEIRA.
*Marcus Valle é advogado, professor universitário e ex-vereador.
Contato: [email protected]
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