Coluna do Marcus Valle e o resultado das Eleições

Coluna do Marcus Valle e o resultado das Eleições
Por Marcus Valle

1) ITBI mais alto

Aproveitando a data, dois dias após às Eleições, ocasião em que todos discutiam os resultados, a Prefeitura conseguiu aprovar mais um aumento de tributos. Em votação no mesmo dia, sem oportunidade de mobilização popular, por 12 votos a 7, o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) foi de 2% para 3%. 50% de aumento (além dos reajustes nos valores venais que já ocorreram).

Como se observa, o prefeito recuperou a maioria na Câmara Municipal, mesmo em projetos polêmicos que aumentam impostos.

Só votaram contra os vereadores Quique, Miguel, Mauro Moreira, Coxinha, Bruno Sucesso, Juninho Boi e Fabiana.

2) Votos para fora

Esperavamos, e seria justo e normal, que os 6 candidatos a deputado estadual de Bragança Paulista tivessem de 60 a 65 mil votos, dos mais de 105 mil eleitores que compareceram às urnas.

Mas, múltiplos candidatos de outras regiões, muitos sem qualquer ligação com a região tiveram votos em Bragança.

Eduarda Campopiano, por exemplo, teve 8.429 sufrágios aqui. Absurdo.
3) Candidatos locais

Tivemos três candidatos a deputado estadual (de Bragança) que são oposição à Administração Municipal.

Sandro Montanari teve 17.052 votos, José de Lima 16.119, e Juninho Boi 5.429. Os três somados alcançaram 38 mil e 600 votos.

Já o Coronel América, “apoiado” pelo prefeito teve 4.705 votos, Soninha 877 e Adriano 87, perfazendo 5.669 votos.

Portanto, todos os candidatos locais somados chegaram a 54.269 votos, quando se esperava 65 a 70 mil num total de 105 mil eleitores.

4) Divisão

As votações dos candidatos da oposição bragantina não foram a esperada, mas são expressivas.

Ainda é muito cedo para se “decidir” algo em termos de Eleições Municipais de 2028, mas é evidente que a divisão da oposição sempre foi obstáculo a resultados mais significativos.

Após o 2º turno das eleições presidenciais, os contatos devem ser restabelecidos entre os membros da oposição.

5) Extremos crescem

A extrema direita e os candidatos mais radicais tiveram enorme votação para deputados (estadual e federal) e para o Senado, isso, em todo Brasil.

Também a extrema esquerda, notadamente o PSOL teve enorme aumento na sua votação.

Numa eleição radicalizada, onde preponderou o emocionalismo, as candidaturas mais sóbrias e não espetaculosas não tiveram grande êxito nas urnas.

O equilibrado é taxado como isentão, nesse clima de guerra, “8 ou 80”, que contaminou parte considerável do eleitorado.

6) Red Bull

O time do Red Bull Bragantino não deve ser rebaixado no Campeonato Brasileiro de futebol masculino, nem tampouco ser classificado entre os 4 ou 5 melhores.

Embora bem dirigido, de forma bastante profissional, o objetivo maior do Red Bull é além da visibilidade, a formação e negociações de atletas.

Para a cidade e região é bom termos a oportunidade de assistir grandes espetáculos que outros municípios maiores não tem.

7) Rápidas

I – Trânsito continua confuso. Obras e reparos demorados colaboram para isso. Muitos veículos e pouca possibilidade de novas vias dificulta a solução. Erros pontuais agravam.

II – Um dos lagos urbanos de um condomínio teve problemas na barragem com as chuvas. Rápida intervenção da Prefeitura e dos dirigentes procurou resolver a questão.

III – Não se deve tripudiar sobre adversários políticos, (a vitória de hoje pode ser a derrota de amanhã). Cada Eleição é uma história.

IV – Candidatos folclóricos que antes obtinham grandes votações, de protesto, foram muito mal nesses eleições (Tiririca, Caneta Azul, etc). Agora preponderam os espetáculosos, de TikTok.

V – E nossas estradas estaduais? Só elegemos o Saulo Pedroso pela região. Contamos com sua atuação, embora ele seja deputado federal e não estadual.

Juro que é verdade

Certa vez eu estava almoçando num restaurante com o Lisa Sanches, quando apareceu um policial que eu não via desde os anos 80, e me cumprimentou, perguntando como eu estava.

Perguntei se ele ainda trabalhava na polícia e ele disse que havia saído e estava vendendo terrenos. Como eu não tinha assunto, comentei que precisava ter habilidade para ser corretor, já que dependia de poder de convencimento.

Dai ele respondeu: É….PRECISA TER MUITA PARAPSICOLOGIA.

Eu me esforcei prá não rir, mas o Lisa, com uma sutileza de crocodilo, não deixou passar:

– VOCÊ VENDE TERRENOS NO CEMITÉRIO?

* Marcus Valle é advogado, professor universitário e ex-vereador. 

Contato: [email protected]

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