Edmir Chedid toma celular de repórter e manda ele calar a boca

Edmir Chedid toma celular de repórter e manda ele calar a boca
Reprodução: Redes Sociais

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O prefeito de Bragança Paulista, Edmir Chedid, se envolveu em mais uma confusão na manhã desta quinta-feira (12), durante uma manifestação na área externa da Prefeitura. Este é, ao menos, o quinto episódio de destempero emocional protagonizado pelo experiente político.

Durante o ato, ele arrancou o celular das mãos de um repórter da rádio Bragança FM, que trabalhava no local e transmitia ao vivo.

Ex-funcionários das Organizações da Sociedade Civil (OSC) contratadas para executar serviços educacionais na Rede Municipal — Promove Ação Sócio Cultural e Instituto Comunitário de Valorização da Vida (ICVV) — realizavam a manifestação de forma pacífica. As profissionais reivindicavam o pagamento de direitos trabalhistas ainda pendentes e buscavam explicações sobre a não contratação pelas novas organizações que assumiram o serviço.

Acompanhadas dos vereadores Bruno Sucesso, Fabiana Alessandri e Cláudio Coxinha, elas se manifestavam no local quando o prefeito chegou para trabalhar e decidiram ir até ele.

ATAQUE CONTRA A LIBERDADE DE IMPRENSA

O repórter da rádio Bragança FM, Luiz Henrique Domingues — com quem o Jornal Em Pauta se solidariza — posicionou-se ao lado do prefeito com celular e microfone em mãos. Ele transmitia ao vivo quando Edmir Chedid o segurou pelo braço e tomou seu celular, questionando: “Vai querer gravar?”.

Em seguida, Edmir Chedid guardou o celular do jornalista no bolso traseiro da calça. Logo depois, as imagens mostram o prefeito devolvendo o aparelho a uma das manifestantes e, alterado, perguntando às participantes se elas querem a imprensa e se querem fazer política.

Na sequência, ele mandou o repórter calar a boca e tentou arrancar o microfone de suas mãos. Um guarda municipal presente pediu calma ao prefeito, mas ele reagiu: “Não tenho calma”.

Foi então que uma manifestante disse: “Calma é a gente que não pode ter, porque nós que estamos desempregadas”. Ele respondeu: “E vai ficar desempregada”.

Revoltadas com a situação, as manifestantes ironizaram: “Vamos bater palmas ao prefeito”. Em seguida, aplaudiram-no como forma de protesto pelo que acabaram de presenciar.

BARROU TRANSMISSÃO AO VIVO

Esta não é a primeira vez que o prefeito tenta impedir uma transmissão ao vivo. Em janeiro de 2026, durante reunião com servidores aposentados, pensionistas e inativos da Prefeitura que buscavam esclarecimentos sobre o corte do vale-alimentação, a jornalista Luci Miranda, da rádio O Caminho FM, transmitia ao vivo quando o prefeito mandou que ela parasse.

COLEÇÃO DE POLÊMICAS

Com 1 ano e quase dois meses de mandato, Edmir Chedid acumula polêmicas e bate-bocas no exercício do cargo de prefeito.

  • Em março de 2025, declarou na rádio pertencente à sua família que quem não estivesse satisfeito deveria mudar de cidade.
  • Em abril de 2025, revoltado com vaias recebidas na Festa do Peão, ameaçou não realizar o evento no ano seguinte, mas não cumpriu a promessa.
  • Em junho de 2025, durante solenidade de entrega de equipamentos esportivos no bairro da Penha, chamou o vereador Fábio Nascimento para “sair no braço“.
  • Em outubro de 2025, discutiu publicamente com uma moradora no bairro Jardim Morumbi, durante reunião denominada “Governo Social”.
  • Agora, em fevereiro de 2026, tomou o celular de um repórter e o mandou calar a boca, em clara demonstração de cerceamento do trabalho da imprensa.