Empresária é presa por venda ilegal de canetas emagrecedoras

Na manhã desta quinta-feira (23), a Polícia Civil de Campinas, realizou uma operação para combater um esquema clandestino de venda de canetas emagrecedoras.
Em Bragança Paulista, os policiais prenderam uma empresária alvo da operação. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, em um endereço na Avenida Antônio Pires Pimentel, os policiais localizaram frascos da substância proibida, indícios de fracionamento do produto para venda irregular e conversas que, segundo a investigação, demonstram negociação, orientação de uso e cobrança de clientes.
De acordo com a Polícia Civil, o caso começou quando o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná identificou a atuação de uma organização criminosa responsável por introduzir ilegalmente no país o princípio ativo usado em medicamentos como o Mounjaro — cuja comercialização não tem autorização das autoridades sanitárias brasileiras.
Em fevereiro, durante operação em Bragança Paulista, os policiais cumpriram cinco mandados de busca. Na época, os alvos eram possíveis membros da quadrilha. Duas pessoas prestaram depoimento na delegacia e, em seguida, a polícia as liberou. Outros mandados também ocorreram em Londrina e Foz do Iguaçu, totalizando 11 endereços.
Agora, com o prosseguimento da operação “Off-Label”, os investigadores identificaram que o esquema envolvia o transporte da substância a partir do Paraguai e que o núcleo da operação funcionava em Bragança Paulista.
A investigação também incluiu uma esteticista de Atibaia. Embora os agentes tenham encontrado poucas evidências materiais na cidade vizinha, a análise do celular apreendido revelou novas informações relevantes e permitiu rastrear o destino da substância ilegal.
O levantamento levou os policiais até a empresária de Bragança Paulista, alvo da operação de hoje. Ainda segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos comprovam a existência de um comércio clandestino de medicamento controlado, realizado sem qualquer autorização dos órgãos competentes e em desacordo com a legislação sanitária vigente.
EMPRESÁRIA AUTUADA EM FLAGRANTE
Diante dos fatos, os policiais prenderam a empresária de 33 anos em flagrante e a encaminharam à sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) / DEIC (Divisão de Investigações Criminais) de Campinas. O delegado responsável a autuou pelo crime de comercialização de produtos terapêuticos ou medicinais em condições irregulares, como sem registro na Anvisa, de procedência ignorada ou adquiridos de estabelecimentos sem licença sanitária. A pena prevista é de reclusão de 10 a 15 anos.
A empresária deverá passar uma por uma Audiência de Custódia.
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