Governo do Estado se manifesta sobre agressões em escola cívico-militar

Nesta segunda-feira (21), a Secretaria de Educação do Governo do Estado de São Paulo se manifestou sobre o caso de agressões ocorridas no interior de uma Escola Estadual em Bragança Paulista.
O caso de agressões ocorreu na sexta-feira (18), na Escola Estadual Professora Mathilde Teixeira de Moraes, localizada no Parque dos Estados. A instituição de ensino tornou-se uma escola cívico-militar em fevereiro de 2026.
Cinco adolescentes foram detidos pela Polícia Militar, acusados após um episódio de violência dentro da escola. De acordo com dados do boletim de ocorrência, as vítimas — duas alunas de 13 e 15 anos — teriam sido cercadas e agredidas durante o intervalo. Os alunos detidos foram encaminhados à Fundação CASA de Atibaia e liberados ainda no final de semana.
Por meio de nota à reportagem do Em Pauta, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e a Unidade Regional de Ensino de Bragança Paulista afirmaram que “são veementemente contra qualquer tipo de violência, seja dentro ou fora da unidade escolar”.
De acordo com o órgão, assim que recebeu o relato das estudantes, a equipe gestora agiu rapidamente, acionando o Conselho Tutelar, a Ronda Escolar e convocando os responsáveis dos estudantes. O caso das agressões foi registrado na Plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP).
Especificamente sobre as vítimas, a Secretaria de Educação afirmou que “as estudantes serão acolhidas pela unidade e pelo Conviva-SP, além disso, um profissional do Conviva-SP estará à disposição para ambas, caso autorizado pelos responsáveis”.
“A URE de Bragança Paulista e equipe gestora estão à disposição da comunidade escolar e das autoridades para maiores informações”, conclui o documento, enviado à redação do Jornal Em Pauta.
ADOLESCENTES ACUSADOS DE AGRESSÕES
De acordo com a nota da defesa dos adolescentes, eles “já foram liberados e se encontram em suas residências, junto às suas famílias” e “os fatos serão devidamente apurados pelas autoridades competentes”.
A advogada Adriane Macedo, que representa os cinco adolescentes, informou que “o episódio não corresponde ao cenário de espancamento ou agressão violenta que vem sendo especulado, tratando-se de adolescentes sem antecedentes de qualquer natureza, todos regularmente matriculados e assistidos por seus responsáveis legais”.





