Fabiana Alessandri promete representação contra Edmir Chedid no MP

Fabiana Alessandri promete representação contra Edmir Chedid no MP
Foto:DCI

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A vereadora de Bragança Paulista, Fabiana Alessandri, prometeu denunciar o prefeito Edmir Chedid no Ministério Público, acusando‑o de violação ao princípio da impessoalidade da administração pública.

O anúncio ocorreu durante a 7ª Sessão Ordinária do Legislativo, realizada na terça‑feira (17). De acordo com a parlamentar, Edmir Chedid infringiu o artigo 37, da Constituição Federal de 1988. De forma geral, a lei federal estabelece que a administração deve agir de forma neutra, visando o interesse público, e não interesses privados.

No último fim de semana, Edmir Chedid falou em público, no microfone, em palanque político, que não atenderia solicitações de vereadores que pertencem à oposição. “Se depender deles, não vou fazer nada. Não me ajudam em nada”, afirmou Chedid no bairro Agudo dos Frias — após uma moradora local questionar a atuação dos vereadores presentes, do Grupo Chedid, afirmando que somente os vereadores Juninho Boi, Fabiana Alessandri e Bruno Sucesso dariam a atenção necessária ao bairro, na opinião dela.

FABIANA ALESSANDRI APONTA GRAVE DELITO

“O que o prefeito Edmir cometeu foi um gravíssimo delito; eu vou fazer uma representação no Ministério Público. Do ponto de vista técnico‑jurídico, ele agrediu de morte o princípio da impessoalidade”, denunciou Fabiana Alessandri.

“Vocês perceberam que ela (a moradora) foi cortada pelo prefeito, que ele a interrompeu imediatamente… Então fica o questionamento: quer dizer, senhor prefeito, que para atender as necessidades dos munícipes nós precisamos dizer amém a tudo aqui nessa casa? Nós temos que aprovar o IPTU abusivo, a gente tem que autorizar empréstimos que não concordamos, que nem sabemos que ele vai cumprir?”, questionou.

Nesse sentido, Fabiana Alessandri fez questão de destacar que um Legislativo forte é um Legislativo independente.

“Isso é submissão; isso é subordinar o Legislativo ao sabor dos interesses políticos exclusivos do Executivo. Tem que haver independência e harmonia entre os poderes. E o senhor prefeito violou não só a independência, mas a harmonia entre os poderes”, disse.

“O senhor prefeito não está prejudicando a mim ou aos meus colegas; o senhor prefeito está prejudicando a população”, complementou.

Ainda sobre a questão da pessoalidade, que pode gerar a denúncia no Ministério Público, a vereadora afirmou: “Ele age com tanta pessoalidade, que ele está relegando o maior interesse público do bairro, que é o conserto, a manutenção das estradas, a uma vingança pessoal contra mim, contra o Juninho, contra o vereador Bruno Sucesso. Gente, olha a pequenez do prefeito de Bragança Paulista, do pensamento, do comportamento do prefeito. Da sua atitude diante da grandiosidade que é a administração pública”.

“Ele age na qualidade de prefeito como se a prefeitura fosse dele, como se a administração pública fosse dele”, desabafou.

INCONFORMISMO

Já na conclusão de seu discurso, a vereadora Fabiana Alessandri destacou seu inconformismo com mais essa polêmica envolvendo o prefeito Edmir Chedid.

“Portanto, eu registro aqui o meu inconformismo, a minha indignação com essa manifestação do prefeito, que não atingiu a mim, como eu já disse, muito pelo contrário. Ele está massacrando, atingindo mortalmente a população do bairro que está lá em petição de miséria, sem estrada, reclamando”, relatou.

“E agora, por nossa causa, o senhor fala que não vai fazer nada lá no bairro? Isso é uma obrigação sua”, cobrou.

Em um dos trechos mais incisivos, Fabiana Alessandri utilizou o termo cabresto, que na política refere‑se ao voto de cabresto — mecanismo de acesso a cargos eletivos por meio da compra de votos com a utilização da máquina pública ou do abuso de poder econômico.

“Depende do voto de qualquer vereador aqui para ele melhorar o bairro do Agudo? Então, gente, isso se chama cabresto. O prefeito Edmir, ele age como monarca. Parece que ele está num regime de monarquia. E não tá, né? Ele foi eleito no Estado Democrático de Direito, mas não age como um prefeito sob as regras desse regime. O comportamento do prefeito é de um déspota. Não condiz, não condiz com o Estado Democrático de Direito”, afirmou Fabiana.

“Aonde está escrito aqui, ó, na Constituição Federal, que nós temos que votar com o prefeito para atender a população? Então não vai precisar de vereador, vai precisar de fantoche. Então isso é muito sério, muito sério”, complementou.

“Eu vejo assim que cada vez mais que esse homem se manifesta publicamente é uma bobagem que sai da boca dele. Cada vez que esse homem vai ao público é um escândalo, é um descontrole. Ele é tão péssimo, tão ruim, que produz provas contra si mesmo”, concluiu a vereadora.

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