Faros D’Ajuda arrecada ração: “Não vamos ter dinheiro”

A Associação de Proteção aos Animais Faros D’Ajuda anunciou que está realizando uma campanha de arrecadação de ração para cães e gatos.
De acordo com a entidade, diante da iminência do encerramento do convênio com a Prefeitura de Bragança Paulista, enfrenta uma grave crise financeira.
“Estamos com dívidas enormes. Com a finalização do convênio, a situação piora muito. Precisamos de ração. No mês de maio não teremos dinheiro para essa despesa”, afirma a Associação de Proteção aos Animais Faros D’Ajuda em suas mídias sociais.
Quem puder contribuir pode entregar as doações no Abrigo Municipal de Cães e Gatos, localizado na Rua Oswaldo Pinto de Moraes, 498-570, na Hípica Jaguari. Também é possível doar via PIX, utilizando o e-mail da entidade: [email protected].
Na última semana, a presidente da ONG, Márcia Davanso, informou que o dia 12 de junho marcará o fim da atuação da Faros D’Ajuda no Abrigo Municipal de Cães e Gatos. Desde 2005, a entidade presta esses serviços de forma ininterrupta. O local enfrenta superlotação: o espaço comporta de 350 a 400 animais, mas hoje abriga mais de 600 cães e gatos.
O convênio será encerrado porque o prefeito Edmir Chedid planejava abrir licitação para contratar uma empresa especializada na gestão e operação do Abrigo Municipal de Cães e Gatos, do Centro Veterinário de Atendimento de Animais e do SAMUVET.
LICITAÇÃO SUSPENSA
Em março, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) suspendeu a licitação ao identificar possíveis irregularidades que poderiam comprometer a legalidade e a competitividade do processo.
Em análise preliminar, o relator Carlos Cezar apontou indícios suficientes para conceder medida cautelar. Assim, determinou que o prefeito suspendesse imediatamente a licitação, o que ocorreu no dia 4 de março. Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura ainda não havia agendado uma nova licitação.
FAROS D’AJUDA NÃO PODE PARTICIPAR
A entidade não poderia participar da nova licitação, já que o edital suspenso excluía associações sem fins lucrativos, incluindo Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs). Segundo a Prefeitura de Bragança Paulista, essa restrição decorre do fato de tais entidades possuírem benefícios fiscais e finalidades sociais específicas, o que, segundo a administração, comprometeria a isonomia do processo licitatório.





