Coluna do Marcus Valle e a falta de professores e remédios

Coluna do Marcus Valle e a falta de professores e remédios

*Por Marcus Valle

 

1- Caso Vorcaro – Banco Master

Esse escândalo envolve uma quantidade enorme de dinheiro. Vorcaro tinha grande influência e ligações com deputados, senadores, candidatos não eleitos e até ministro do STF e direção do Banco Central. Fazia festas luxuosas com mulheres e convidava “autoridades”, emprestava seu jatinho a políticos, financiou campanhas, e contratou como profissionais a preços caríssimos assessoria jurídica de pessoas com trânsito ao poder. Foram citadas pessoas ligadas a direita, centro e esquerda (do governo anterior e atual).

2-  Caso Vorcaro II

As quantias citadas nas festas ou favores de Vorcaro são enormes. A grande maioria da população não ganharia no seu trabalho honesto e cotidiano tais valores em 100 ou 200 anos. O que deixa todos revoltados é que devem haver muitos “Vorcaros” que continuam agindo, e não foram detectados.

3- Professores de apoio

Professores da rede que atendem alunos atípicos (com necessidades especiais) estão sem “professores de apoio”, segundo nos foi relatado. O vereador “Juninho Boi” fez pedido de informações a respeito, já que um educador sem um outro (“de apoio”) não tem como trabalhar com eficiência e segurança (ao próprio aluno).

4 – Tem que ter recursos

Atualmente servidores da saúde (médicos, enfermeiros, recepcionistas), da Educação (professores, diretores, funcionários das escolas) tem sofrido muito já que há um incentivo ao denuncismo.

É claro que há casos com falhas e erros que tem que ser apurados (já vi muitos). Mas é difícil a professores (que não tem apoio e recursos) atender expectativas e incidentes na escola, e a médicos(as) ou funcionários(as) da saúde que trabalham em locais de grande movimento, fazer atendimentos eficientes e sem espera.

Enfim…. podemos e devemos exigir bons serviços e atendimentos, mas o poder público e os empregadores tem que dar recursos e condições aos que atendem a população.

5 – Ponte

Trânsito na área central está um horror, principalmente por causa das obras da ponte da Felipe Siqueira. Engarrafamentos são constantes. Nas horas de “pico”, enorme demora para percorrer curtas distâncias.

6 – Falta de remédios

Faltam medicamentos para a população. Essa denúncia tem sido feita constantemente pela imprensa e vereadores. Inclusive “remédios controlados” e mais caros estão em falta.

7- Conservação do município

Muita chuva nos últimos dias agrava e dificulta as condições da cidade e zona rural. Além de danos, buracos, inundações (que continuam ocorrendo) há muita coisa a conservar e fazer (MATO não é cortado). Há muitas reclamações da população.

8 – Problemas no Lago

Lago do Taboão continua sem a utilização da tirolesa que custou mais de 700 mil; com lixo nas águas; sem as anunciadas obras da Arena; com plantas aquáticas proliferando; sem a abertura da Casa do Mel; com assoreamento progressivo diminuindo a profundidade; com atos de vandalismo (quebraram até a bonita figura da japonesa perto da ponte); falta de segurança e fiscalização com som alto, pessoas sendo incomodadas por desocupados.

O local recebeu tantas melhorias, mas não tem conservação e fiscalização.

9 – Dica de livro

Li o livro “A GRANDE ILUSÃO” de Harlan Coben, editora Arqueiro, de 2013, 300 páginas. É um dos melhores do gênero ficção policial. Uma mulher tem a irmã e o marido assassinados em curto espaço de tempo, e tenta investigar. A história é cheia de surpresas e imprevistos. Vale a pena.

JURO QUE É VERDADE

2011. A represa estava cheia e soltaram grande quantidade de água pelas comportas. O rio Jaguari, transbordou, as águas invadiram às margens, e causaram inundações em plantações e até construções.

Nessa época por várias vezes percorri o rio de caiaque, e era comum perder o leito dele, tendo que voltar contra a corrente, para retomar a rota certa. Trechos que normalmente eram feitos à remo, em 1 hora, levavam o dobro para se percorrer, pois a gente se perdia no rio.

Em um domingo, o Gustavo Bertelli, que é experiente na canoagem, combinou de descer o rio comigo, de caiaque, a partir da ponte do bairro do Curitibanos. Na hora ele apareceu com um amigo, Rogério Martinez (conhecido como Marquinho), que também queria ir junto.

O rapaz era inexperiente e eu expliquei as dificuldades, e recomendei que ele não fosse. Mas os dois insistiram e arrumei um caiaque pro Marquinho, além de capacete e salva vidas. Entramos no rio,remamos uns 300 metros, e logo no começo já perdemos o leito, indo parar num pasto.

Ao voltar contra a corrente, o caiaque do Marquinho virou e ele foi prá água. Eu gritava prá ele se apoiar no caiaque que não afunda e ele desesperado, berrava alguma coisa.

Cheguei perto prá ouvir e ele fez um pergunta estranha, aos gritos:

– QUANTO CUSTA UM CAIAQUE ? QUANTO CUSTA ?

Respondi:

– SEI LÁ … UNS 1500 REAIS.

Daí ele gritou:

– ENTÂO EU VOU LARGAR ESSA MERDA….PAGAR PRÁ VOCE E NADAR ATÈ A MARGEM.

E largou. Mas recuperamos o caiaque. Ele nadou até um terreno, e voltou escoltado pela segurança da Industria Santher, que ele acabou invadindo após o naufrágio. O passeio acabou.

*Marcus Valle é advogado, professor universitário e ex-vereador. 

Contato: [email protected]

A Coluna do Marcus Valle é publicada todos os sábados. Para conferir as colunas anteriores basta clicar aqui.

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