Coluna do Marcus Valle e os problemas crônicos de Bragança Paulista

*Por Marcus Valle
- Expansão contínua da Zona Azul em locais desnecessários, para viabilizar arrecadação e pagamento de empresa;
- Não temos Centro de Convenções. Ginásios de Esportes são utilizados para atividades incompatíveis;
- Lago do Taboão é aterrado há anos; são realizadas obras de desassoreamento, reduzindo o volume e obstruindo as comportas;
- Estradas da região (Guaripocaba, Itatiba, Socorro e Amparo) continuam sem obras de duplicação, trevos etc.
- Tanque do Moinho também está assoreado, principalmente na entrada do ribeirão do Toró (início). Pesca com redes e retirada ilegal de água são constantes.
- Lago do Orfeu virou uma novela. Por falta de estudo prévio e de custo, as obras se complicaram.
- Há muitas rotatórias perigosas na área urbana. As piores: Vila Bianchi, Lavapés, Parque dos Estados e Taboão (Habib’s).
- Comércio físico em Bragança enfraqueceu muito em virtude da concorrência da internet. Falta apoio da municipalidade.
- Aumenta ano a ano o número de problemas de saúde mental da população (estresse, depressão, ansiedade, vícios etc.)
- São poucos os profissionais na área de saúde mental (psicólogos e psiquiatras) contratados pela Prefeitura;
- Há falta de entrosamento entre Sabesp, Energisa e municipalidade, em casos de obras ou ocorrências (acidentes etc.)
- Caminhões com cargas elevadas transitam constantemente em Bragança, causando danos às fiações de ruas e avenidas;
- Muitos acidentes envolvendo motocicletas, devido à imprudência e à morosidade do trânsito.
- Patrimônio histórico não é devidamente preservado pelo Executivo. A Capela de Santa Cruz dos Enforcados é um exemplo de negligência.
- Temos um número considerável de “moradores de rua”; é um problema muito mais de saúde pública do que de segurança (embora hoje tenha reflexos nesse setor).
- Poluição sonora constante. Carros barulhentos, motocicletas, som alto em veículos, eventos e comércio. Não há um plantão para atendimento à noite e nos fins de semana e feriados.
- Falta de vagas de emprego no município. Centenas de trabalhadores vão para Extrema todos os dias. Jovens se formam e deixam a cidade para terem oportunidades.
- Cemitério municipal é alvo de furtos e falta de vigilância.
- Falta constante de medicamentos nas farmácias do município.
- Demora considerável na marcação de consultas ou atendimentos na área da saúde.
- Atraso na entrega de uniformes escolares.
- Árvores são cortadas sem comprovação da necessidade.
- Biblioteca tem pouca verba para adquirir novos livros.
- Modelo da Festa do Peão “tira muito mais dinheiro do que entra” no município.
- A oposição ao Grupo Chedid sempre se divide, o que inviabiliza quase sempre a alternância no poder.
- Carnaval todos os anos é financiado pela Prefeitura. Promete-se alterações nos anos seguintes, mas o modelo permanece.
- Há pouquíssimas atividades preventivas nas áreas de saúde, trânsito, segurança, direito dos consumidores etc.
- Pouco incentivo e dificuldades para atrair empresas e investimentos no município.
- Embora próxima aos grandes centros, com excelente clima e belezas naturais, Bragança tem pouco turismo, sendo apenas passagem para o Circuito das Águas.
- Pouco investimento na área de esportes amadores, priorizando-se o futebol e deixando pouca atenção a outras modalidades.
- Tributações sem critério técnico, gerando injustiças a parte considerável dos contribuintes.
- Câmara Municipal, com raras exceções, funciona apenas como mera homologadora (e um anexo) do poder Executivo.
- Extrema dificuldade em renovações políticas, ou no surgimento de novas lideranças.
JURO QUE È VERDADE
Anos 70. O hoje dentista, Fraulo, era adolescente e estudava em um Ginásio, cujo diretor era temidíssimo pelo seu rigor excessivo. Mas certa vez ele cortou o cabelo muito baixo, o que destacou suas orelhas.
Três de seus colegas de sala o massacraram a semana inteira fazendo gozações. Não suportando mais o massacre, resolveu reclamar ao diretor, mas pretendia fazer a reclamação em off, para que os caras não se vingassem dele.
Foi a sala do diretor e relatou que os três estavam gozando de suas orelhas.
Nem conseguiu terminar de falar, pois o diretor imediatamente mandou um funcionário buscar os infratores. Ali na frente dele, o diretor disse aos gritos aos 3:
– VOCÊS DESRESPEITARAM SEU COLEGA, MEXENDO COM AS ORELHAS DELE, SERÃO SUSPENSOS UMA SEMANA.
Os três olharam com olhar de ódio pro Fraulo, que prevendo que a vida dele iria se tornar um inferno, tentou consertar, pedindo ao diretor:
– NÃO DÁ PRO SENHOR DAR SÓ UMA ADVERTÊNCIA?
Furioso o diretor respondeu:
– VOCÊ QUER ME ENSINAR A DIRIGIR A ESCOLA?….. SEU ORELHUDO!
*Marcus Valle é advogado, professor universitário e ex-vereador.
Contato: [email protected]
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