Coluna do Marcus Valle e os problemas crônicos de Bragança Paulista

Coluna do Marcus Valle e os problemas crônicos de Bragança Paulista
*Por Marcus Valle
  1. Expansão contínua da Zona Azul em locais desnecessários, para viabilizar arrecadação e pagamento de empresa; 
  2. Não temos Centro de Convenções. Ginásios de Esportes são utilizados para atividades incompatíveis; 
  3. Lago do Taboão é aterrado há anos; são realizadas obras de desassoreamento, reduzindo o volume e obstruindo as comportas; 
  4. Estradas da região (Guaripocaba, Itatiba, Socorro e Amparo) continuam sem obras de duplicação, trevos etc. 
  5. Tanque do Moinho também está assoreado, principalmente na entrada do ribeirão do Toró (início). Pesca com redes e retirada ilegal de água são constantes. 
  6. Lago do Orfeu virou uma novela. Por falta de estudo prévio e de custo, as obras se complicaram. 
  7. Há muitas rotatórias perigosas na área urbana. As piores: Vila Bianchi, Lavapés, Parque dos Estados e Taboão (Habib’s). 
  8. Comércio físico em Bragança enfraqueceu muito  em virtude da concorrência da internet. Falta apoio da municipalidade. 
  9. Aumenta ano a ano o número de problemas de saúde mental da população (estresse, depressão, ansiedade, vícios etc.) 
  10. São poucos os profissionais na área de saúde mental (psicólogos e psiquiatras) contratados pela Prefeitura;
     
  11. Há falta de entrosamento entre Sabesp, Energisa e municipalidade, em casos de obras ou ocorrências (acidentes etc.)

  12. Caminhões com cargas elevadas transitam constantemente em Bragança, causando danos às fiações de ruas e avenidas; 
  13. Muitos acidentes envolvendo motocicletas, devido à imprudência e à morosidade do trânsito. 
  14. Patrimônio histórico não é devidamente preservado pelo Executivo. A Capela de Santa Cruz dos Enforcados é um exemplo de negligência. 
  15. Temos um número considerável de “moradores de rua”; é um problema muito mais de saúde pública do que de segurança (embora hoje tenha reflexos nesse setor). 
  16. Poluição sonora constante. Carros barulhentos, motocicletas, som alto em veículos, eventos e comércio. Não há um plantão para atendimento à noite e nos fins de semana e feriados.
  17. Falta de vagas de emprego no município. Centenas de trabalhadores vão para Extrema todos os dias. Jovens se formam e deixam a cidade para terem oportunidades. 
  18. Cemitério municipal é alvo de furtos e falta de vigilância. 
  19. Falta constante de medicamentos nas farmácias do município. 
  20. Demora considerável na marcação de consultas ou atendimentos na área da saúde. 
  21. Atraso na entrega de uniformes escolares. 
  22. Árvores são cortadas sem comprovação da necessidade. 
  23. Biblioteca tem pouca verba para adquirir novos livros. 
  24. Modelo da Festa do Peão “tira muito mais dinheiro do que entra” no município. 
  25. A oposição ao Grupo Chedid sempre se divide, o que inviabiliza quase sempre a alternância no poder. 
  26. Carnaval todos os anos é financiado pela Prefeitura. Promete-se alterações nos anos seguintes, mas o modelo permanece. 
  27. Há pouquíssimas atividades preventivas nas áreas de saúde, trânsito, segurança, direito dos consumidores etc. 
  28. Pouco incentivo e dificuldades para atrair empresas e investimentos no município. 
  29. Embora próxima aos grandes centros, com excelente clima e belezas naturais, Bragança tem pouco turismo, sendo apenas passagem para o Circuito das Águas. 
  30. Pouco investimento na área de esportes amadores, priorizando-se o futebol e deixando pouca atenção a outras modalidades. 
  31. Tributações sem critério técnico, gerando injustiças a parte considerável dos contribuintes. 
  32. Câmara Municipal, com raras exceções, funciona apenas como mera homologadora (e um anexo) do poder Executivo. 
  33. Extrema dificuldade em renovações políticas, ou no surgimento de novas lideranças. 

 

 

JURO QUE È VERDADE 

Anos 70. O hoje dentista, Fraulo, era adolescente e estudava em um Ginásio, cujo diretor era temidíssimo pelo seu rigor excessivo. Mas certa vez ele cortou o cabelo muito baixo, o que destacou suas orelhas.

Três de seus colegas de sala o massacraram a semana inteira fazendo gozações. Não suportando mais o massacre, resolveu reclamar ao diretor, mas pretendia fazer a reclamação em off, para que os caras não se vingassem dele.

Foi a sala do diretor e relatou que os três estavam gozando de suas orelhas.

Nem conseguiu terminar de falar, pois o diretor imediatamente mandou um funcionário buscar os infratores. Ali na frente dele, o diretor disse aos gritos aos 3:

– VOCÊS DESRESPEITARAM SEU COLEGA, MEXENDO COM AS ORELHAS DELE, SERÃO SUSPENSOS UMA SEMANA.

Os três olharam com olhar de ódio pro Fraulo, que prevendo que a vida dele iria se tornar um inferno, tentou consertar, pedindo ao diretor:

– NÃO DÁ PRO SENHOR DAR SÓ UMA ADVERTÊNCIA?

Furioso o diretor respondeu:

– VOCÊ QUER ME ENSINAR A DIRIGIR A ESCOLA?….. SEU ORELHUDO!

 

*Marcus Valle é advogado, professor universitário e ex-vereador. 

Contato: [email protected]

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