Coluna do Marcus Valle e a repercussão da confusão entre prefeito e jornalista

*Por Marcus Valle
1) 10 x 8 (resultado esperado)
Nenhuma surpresa na votação de pedido de abertura de processo para o impeachment (cassação do mandato) do prefeito Edmir Chedid.
Foram 10 votos contra 8 pela abertura do processo. Vereadores da oposição votaram a favor.
O pedido não foi feito por vereador, mas sim pelo Dr. Cesar, que bateu muito na reiterada “explosão” do chefe do Executivo.
Antes disso, o vereador “Juninho Boi” havia anunciado uma moção de repúdio ao prefeito, o que seria mais adequado e proporcional, mas que certamente também seria rejeitado (talvez com 1 voto a menos).
É óbvio que o 1º ano da administração foi muito ruim. Mas isso por si só não autoriza uma cassação.
2 – Repercussão péssima
Mas, o prefeito ficou extremamente atingido politicamente, assim como os vereadores do seu grupo.
A repercussão do fato com o jornalista e os professores foi enorme, extrapolando a região, tomando proporção nacional. Foi desastroso.
Esperamos que isso não se repita. Que a nossa política tenha discussões, mas não agressividade e injúrias.
Tivemos vários episódios entre vereadores, se xingando, acusando um ao outro, e é salvo engano o sexto pedido de “falta de decoro”.
É verdade que o prefeito teve outros episódios,
Esperamos que todos aprendam a lição.
3) Absurdo. Chocante
Um psicopata, secretário municipal de Itumbiara (Goiás), matou os 2 filhos, e “justificou” ter feito isso por ter sido traído pela mulher.
Era um homem desprezível que se vingou da mulher, matando seus próprios meninos.
É muita maldade, ele não teve amor por ninguém.
O pior é que a mulher está sendo massacrada na internet. Não basta o seu sofrimento, suas perdas irreparáveis como mãe.
É muito machismo e crueldade dos que a atacam. Ignorância, falta de empatia. É assustador que existam muitas pessoas assim.
4) Outro tiro no pé?
A Faros D’Ajuda faz um satisfatório e bom trabalho, com todas limitações que tem na parte de recursos e financeira.
É óbvio que há reclamações pontuais, mas o trabalho é bem feito.
Se a Prefeitura eliminar a possibilidade da Faros participar da licitação, será uma enorme injustiça, travestida em discutível legalidade de alegar que os licitantes devem concorrer em igualdade de condições. O verdadeiro objetivo de uma licitação é melhor qualidade e preço.
5) Dica de livro
“The Killing”, Editora Record, livro de 2013, é muito bom, embora tenha 866 páginas.
O autor é David Hewson, e a história virou filme.
Na Dinamarca, num período eleitoral, uma garota de 19 anos é brutalmente assassinada, e o caso se mistura com a política.
São muitos os suspeitos, e a vida deles é devassada, inclusive dos policiais e familiares da vítima. Surpreendente. Vale a pena.
6) Cinema: pouca gente
Temos várias salas de cinema em Bragança, no Shopping e no Euroville (Cine A).
Os filmes que passam são lançamentos, mas notamos que o público é pequeno na maioria das vezes.
Se continuar assim, teremos redução de horários e fechamento de salas.
7) Medicamentos em falta
Há muitas reclamações sobre falta de medicamentos nas farmácias da Prefeitura. Há falta até de remédios controlados, muitos de alto custo para a população necessitada.
8) JURO QUE É VERDADE
Final dos anos 70, na Globo tinha acabado uma novela, chamada “O Astro”, onde Francisco Cuoco fazia o papel de um bruxo, com poderes paranormais, de nome Herculano Quintanilha.
Em Bragança tinha um bar chamado PUB (na rua atrás do Literário), que era de dois irmãos, Artur e Vitor. O Artur era um gozador e certa vez combinou algo comigo.
O bar era escuro (meia luz) e ele amarrou linhas de pesca (invisíveis) em três garrafas que estavam na prateleira, vários metros antes da mesa.
Quando chegou um grupo de garotas ele começou a falar para elas, de um amigo que tinha poderes mentais de telecinesia, iguais ao do bruxo Herculano. Apontou para a mesa onde eu estava e disse:
– É O MARCUS, MAS ELE NÃO GOSTA QUE CONTEM. ELE MOVE OBJETOS COM A MENTE.
Me chamou, e eu me mostrei indignado, disse que não gostava de exibições, e só depois de muita insistência do Artur, reforçada pelas garotas, eu topei.
Concentrei numa garrafa, estendi as mãos e disse:
– “AGORA”… e a garrafa se espatifou no chão.
Fiz mais duas vezes seguidas, e as outras duas garrafas caíram. Eu disse que estava esgotado e pedi para ir ao banheiro.
Fiquei com fama de bruxo.
Depois o Arthur e Vitor se lembraram do filme CARRIE A ESTRANHA onde a personagem movia objetos com a mente e não perderam a oportunidade de me gozar
– VOCÊ É MARCUS, O ESQUISITO
* Marcus Valle é advogado, professor universitário e ex-vereador.
Contato: [email protected]
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