Movimento Desconecta estreia em Bragança Paulista

Movimento Desconecta estreia em Bragança Paulista

Um grupo de pais da Escola Viverde trouxe para Bragança Paulista uma iniciativa que já mobiliza milhares de famílias em todo o Brasil: o Movimento Desconecta. O movimento, com a sua origem em São Paulo, tem como proposta fortalecer os vínculos da criança com o mundo a partir do incentivo de brincadeiras no mundo físico e adiar a entrega de celulares até os 14 anos e o acesso às redes sociais até os 16.

A estreia do movimento em Bragança aconteceu em junho, com um estande na Festa Junina da Escola Viverde. Hoje, o grupo já soma cerca de 110 famílias envolvidas. “Cada vez mais cedo, crianças estão ganhando smartphones. A pressão social nos empurra para um dilema: expor nossos filhos a riscos ou vê-los socialmente excluídos”, conta João Fábio Morais, um dos representantes do Desconecta Bragança.



Ações práticas

O movimento baseia suas ações em pesquisas e estudos de especialistas como o psicólogo social Jonathan Haidt, autor do best-seller A Geração Ansiosa, e o pediatra Daniel Becker, conhecido por sua atuação na promoção da saúde infantil. A iniciativa defende a redução do uso de dispositivos digitais e o estímulo ao convívio familiar, à natureza, ao corpo e ao brincar coletivo.

Entre os temas centrais discutidos estão o adiamento do uso de smartphones e redes sociais, fortalecimento das relações presenciais, promoção do brincar e da criatividade no mundo real, conscientização sobre os riscos do mundo digital

No último domingo (13) o grupo realizou um encontro no Lago do Taboão, com atividades como cabo de guerra, corrida de saco, slackline, arte com elementos da natureza e muito mais. “Houve muita receptividade. Os pais com frequência chegavam preocupados com o isolamento dos filhos no dia a dia, para depois vê-los interagindo de forma alegre e livre.”, destaca João Fábio.

De acordo com os organizadores, um dos principais desafios enfrentados pelas famílias é a pressão social para entregar celulares cada vez mais cedo aos filhos. “ Sozinhos seria difícil resistir, mas quando formamos uma rede, ganhamos força juntos. A ideia do movimento é elaborar um grande acordo coletivo entre famílias para adiarmos a entrega aos filhos dos smartphones até 14 anos e redes sociais até 16 anos”, afirma Morais.

O movimento já despertou o interesse de outras escolas da cidade. Durante o evento no Lago do Taboão, famílias de instituições como a Escola AZ, o Colégio Objetivo e a Escola Municipal Professor José Murillo Arruda marcaram presença. Outras instituições também já demonstraram interesse em conhecer melhor o projeto.

O grupo prevê novas ações ainda no segundo semestre.  Para o grupo, as escolas têm um papel crucial na educação digital consciente. Com a nova Lei 15.100/2025, que restringe o uso de celulares em escolas, a reflexão sobre o tema se tornou ainda mais urgente.

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