“Muito grave”, afirma vereador sobre falta de transparência da Prefeitura

Nesta terça-feira (29), continuou a repercutir em Bragança Paulista a questão da obra da Avenida Atílio Menin e a falta de transparência da gestão do prefeito Amauri Sodré, em tornar público os dados da obra.
A questão foi tratada pelo vereador Miguel Lopes, durante a última Sessão Ordinária da Câmara Municipal, no ano de 2022.
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Esta é a segunda vez que o tema da falta de transparência do governo municipal vem à tona nas últimas semanas. Desde o dia 8 de novembro a reportagem do Em Pauta aguarda informações da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Municipal de Comunicação, sobre outro assunto: a termografia.
Ainda é um mistério quantos exames de termografia foram realizados com mulheres de Bragança Paulista, qual o valor foi gasto com locação de equipamentos do contrato com a empresa Termo Health Tecnologia Ltda S.A e qual o valor foi gasto com exames do contrato. Mais de 20 dias após a solicitação, não obtivemos retorno nem da secretária Marina e nem do secretário municipal de Comunicação, Thiago Morais, ex-assessor do deputado estadual Edmir Chedid.
Sobre a falta de transparência na obra da Avenida Atílio Menin, orçada inicialmente em R$ 2.819.240,50 e que teve um acréscimo de R$ 380.302,05 e passou a custar o valor de R$ 3.199.542,55, o vereador Miguel Lopes disse que é seu papel fiscalizar o investimento.
“Estamos tristes com o comportamento do Executivo, cerceando o direito do vereador. São Pedidos de Informação (PI), que não chegam a lugar nenhum, coisa séria, obras dando errado, obras de milhões e a gente não consegue informações precisas de valores, de forma que foi executado, se a empresa notificada”, afirmou na tribuna.
“Com muita estranheza venho registrar isso aqui. Não entendo o comportamento do prefeito Amauri, mas vou continuar lutando para fazer valer o direito do vereador. É muito grave o que está acontecendo, complementou.
E em um recado ao prefeito Amauri Sodré, disse: “O senhor está cerceando o direito do vereador de fiscalizar e entender de que maneira está sendo gasto o dinheiro. Lamentável isso. E não é só com esse vereador”, reclamou.
“Essa casa não tem informação, estamos trabalhando no escuro”, concluiu Miguel, que apontou o ex-prefeito de Joanópolis e atual Chefe de Divisão de Assuntos Parlamentares da Prefeitura de Bragança, como responsável por essa “escuridão” de informações públicas.
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