Prefeitura não responde quanto gastou para fazer e apagar ciclovia

Nesta semana, a Prefeitura de Bragança Paulista apagou a ciclovia que havia pintado na Avenida São Lourenço, no início do mês.

Conforme noticiado pelo Em Pauta, cerca de 100 comerciantes ficaram revoltados com as mudanças, que segundo eles, tiveram início há meses com a colocação de mão única.

Um abaixo-assinado chegou a ser protocolado na Prefeitura, endereçado ao prefeito Jesus Chedid, argumentando-se que a mudança impactou o comércio de forma negativa, ocasionando queda nas vendas e consequente demissão de funcionários e até mesmo no fechamento de pelo menos seis estabelecimentos.

Sete dias depois de pintar a ciclovia a Prefeitura de Bragança Paulista confirmou oficialmente que estava voltando atrás de seu próprio projeto.

Embora o secretário de Mobilidade Urbana, Rogério Crantschaninov, tivesse batido o pé e afirmado aos comerciantes que se eles quisessem que a ciclovia passasse pela Avenida dos Imigrantes e não pela Avenida São Lourenço, que arcassem com a obra com recursos dos seus bolsos, a Prefeitura arcará com os custos na maior avenida de Bragança Paulista.

O Em Pauta conversou com comerciantes esta semana, que afirmaram que continuarão lutando para a volta da mão dupla e por mais estacionamentos de motocicletas na via.

Essa não é a primeira vez que a Prefeitura refaz uma sinalização de ciclovia  após pressão popular. Na Avenida dos Imigrantes a pintura também teve que ser refeita e na época o secretário justificou que a obra não estava pronta. 

QUANTO CUSTOU?

O Em Pauta também enviou à Secretaria Municipal de Comunicação perguntas sobre o “volta atrás da Prefeitura”, para apurar quanto custou aos cofres público para pintar a ciclovia, quando custou para apagar, qual valor investido para pintar novamente as vagas e placas de estacionamento e qual valor será investido na Avenida dos Imigrantes, para que a ciclovia passe no local.

Também perguntamos se uma sindicância será aberta, para investigar estes gastos públicos. Todavia, até esta sexta-feira, 21, não obtivemos resposta do secretário Thiago Morais.

SILÊNCIO X ACESSO À INFORMAÇÃO

Por isto, na data de ontem, 21, o Em Pauta protocolou na Ouvidoria Geral do Município, uma solicitação via Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527), que permite que qualquer pessoa física ou jurídica faça solicitação de informações aos órgãos ou entidades públicas em nível federal, estadual ou municipal.

A Prefeitura tem prazo de 20 dias para ofertar resposta ao jornalista solicitante.

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