Coluna do Tárcio Cacossi e a árdua tarefa de Vagner Mancini

Coluna do Tárcio Cacossi e a árdua tarefa de Vagner Mancini

*Por Tárcio Cacossi

 

A árdua tarefa de Vagner Mancini 


Em sua chegada ao Red Bull Bragantino o técnico Vagner Mancini já teve uma pedreira pela frente: desafiar o Bahia, melhor mandante do Campeonato Brasileiro, fora de casa. Como era de se esperar, o time saiu de campo derrotado. Como ponto negativo, novamente não conseguiu segurar resultado.

O lado positivo é que fez um primeiro tempo muito bom e saiu na frente, com o time mais organizado conforme as características dos melhores jogadores à disposição, além de mais proativo e competitivo, o que é o básico, mas nem isso vinha conseguindo com o técnico Fernando Seabra.   

Entretanto, a situação não deixa de ser cada vez mais preocupante. Apesar de ter mantido a diferença de cinco pontos em relação ao Vitória, primeiro colocado na zona de rebaixamento, tem menos times entre si e a tão temida degola, uma vez que foi ultrapassado por Ceará e Atlético-MG, caindo da 12ª para a 14ª colocação. 

Além disso, pelo péssimo momento – o Bragantino é o segundo pior time do segundo turno, à frente apenas do Sport, já rebaixado – são esperadas muitas dificuldades em qualquer jogo nessas últimas sete rodadas, começando na próxima quarta-feira contra o Corinthians, que vem de três vitórias seguidas e se aproxima da briga por uma vaga à fase prévia da Libertadores. 

Depois tem São Paulo, fora de casa, também reagindo, com duas vitórias seguidas. Mais uma pausa para a Data Fifa e aí a reta final:  

  •  Vitória (em casa): pode ser uma luta direta contra o rebaixamento
  •  Flamengo (fora): um dos dois melhores da América do Sul e lutando pelo título
  •  Fortaleza (em casa): também pode ser um duelo direto contra o rebaixamento
  • Atlético-MG (em casa): é preciso torcer para o Galo ser campeão da Copa Sul-Americana – disputa a final contra o Lanus-ARG no dia 22/11 – para confirmar uma vaga à Libertadores e entrar em campo mais “relaxado” contra o Braga
  •  Internacional (fora): pode ser mais um duelo contra o rebaixamento 

Portanto, por mais que o técnico Vagner Mancini tenha demonstrado personalidade e otimismo em sua chegada ao clube, mencionando classificação para a Copa Sul-Americana ou até Pré-Libertadores e o percentual de chances de rebaixamento seja menor que 10%, na prática, pela “queda livre” que o time enfrenta, é preciso olhar pelo retrovisor, caso contrário a Série B é logo ali. 

Neste mês, o futuro de muitos no Red Bull Bragantino estará em jogo, começando pelo técnico, mas também jogadores e até o diretor esportivo Diego Cerri.

Futebol é resultado, não só dentro de campo, mas também financeiro. Se o time for rebaixado terá menos receita com direitos de transmissão, premiações entre outras fontes e a Red Bull não deverá poupar muita gente.   

DOMÍNIO BRASILEIRO 

A final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras premia os dois clubes mais organizados do Brasil, que conseguiram se manter no topo do futebol nacional e sempre entre os melhores da América do Sul nos últimos anos. Desde 2019, somente em 2023 e 2024 nenhum dos dois esteve na decisão, tendo disputado, inclusive a final, em 2021. O Palmeiras se deu melhor, com falha de Andreas Pereira, hoje um de seus principais jogadores, então no Flamengo.  A classificação de ambos veio com susto, principalmente do Palmeiras, mas muito mais com méritos.  

O Flamengo conseguiu segurar o Racing e toda sua apaixonada torcida no inóspito El Cilindro, em Avellaneda, na Grande Buenos Aires, após vencer por 1 a 0 no Maracanã. Mostrou que sabe “sofrer”, resistir, e jogar a Libertadores.  

Como destacado amplamente na mídia, o Palmeiras foi primeiro time a reverter desvantagem de 3 a 0 em uma semifinal de Libertadores, numa goleada por 4 a 0, histórica, sobre a LDU, do Equador. Chega com um elenco inferior ao Flamengo, mas também muito forte e com a genialidade de Abel Ferreira, o que torna o confronto totalmente equilibrado.  

Como se não bastasse, ambos ainda lutam pelo título brasileiro.  

Enfim, são times de causar inveja às outras torcidas. Mas se algum deles perder os dois títulos, pela exigência de seus torcedores – “mal-acostumados” nos últimos anos – certamente serão muito cobrados. Aguardem!   

*Tárcio Cacossi, é jornalista, com MBA em Gestão e Marketing Esportivo, e comentarista da Rádio Bragança FM

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