Coluna do Tárcio Cacossi: mais importante é o resultado

*Por Tárcio Cacossi
Mais importante que o desempenho é o resultado
Com pouquíssimo tempo de preparação para uma temporada que se inicia logo na segunda semana de janeiro, o Red Bull Bragantino teve nítida falta de ritmo de jogo na primeira rodada do Campeonato Paulista diante do Noroeste, em Bauru. Mesmo assim, conseguiu a vitória com um gol nos minutos finais, marcado por Jhon Jhon, que terminou 2025 como o craque do time e iniciou este ano já sendo decisivo.
Neste momento, mais importante que o desempenho é o resultado.
Entretanto, isso não elimina a necessidade de reforçar o elenco. O próprio técnico Vagner Mancini admitiu que o time precisa de contratações. Até o momento, o Massa Bruta já anunciou a chegada do meio-campista uruguaio Ignacio Sosa e está perto de oficializar o também meio-campista Rodriguinho, do São Paulo, inclusive porque o time continua dependente demais de Jhon Jhon.
Embora o treinador não tenha falado em posições, até para não expor o grupo, fica nítida a necessidade de um centroavante, ainda mais quando necessário um jogo físico, contra adversários fechados, como foi o caso do próprio Noroeste.
Eduardo Sasha faz a função de um camisa 9, mas é um jogador de maior movimentação e não força física. Isidro Pitta, o único no elenco com essas características, sofreu uma entorse no tornozelo direito. Thiago Borbas foi negociado com o Real Oviedo, da Espanha. Não que Borbas não devesse sair, pois já iria para sua quarta temporada sem jamais ter conseguido se firmar. Foi bom para ele e para o clube a saída. De qualquer forma, é preciso contratar uma reposição ou dar mais oportunidades para algum jogador das categorias de base com essas características, como, por exemplo, Luis Gustavo.
98 ANOS DE ORGULHO
Um dos clubes mais tradicionais de uma cidade de interior do país, o Bragantino, antigo Clube Atlético e agora Red Bull, completou 98 anos na última quinta-feira, 8 de janeiro. Foram momentos de altos e baixos e de conquistas e dificuldades, mas de um futuro promissor, inegavelmente pela incorporação à Red Bull.
Glórias do passado criaram ídolos e milhares de fãs. A conjuntura atual do futebol exige uma gestão corporativa e o clube tomou o melhor caminho possível. Mas é preciso dar tempo ao tempo. Primeiramente, a Red Bull está, literalmente, arrumando a casa, com centro de treinamento (incluindo melhores condições para formação de atletas), reforma do estádio municipal e principalmente a construção da arena.
Em paralelo, entendendo a cultura e complexidade do futebol brasileiro. Com o tempo, novas conquistas virão uma nova geração de torcedores será formada. Assim esperamos. Que o time volte ao topo e de forma mais sólida! Parabéns Bragantino!
SÃO PAULO NA BERLINDA
Por falar em gestão, é inacreditável como um clube que era referência nesse aspecto virou motivo de vergonha. Em meio a muitas dívidas, iminente impeachment ou até prisão de presidente, dirigentes despreparados e mal-intencionados, jogadores e treinador limitados o São Paulo se afunda num mar de lama e fica cada vez mais perto de viver, pela primeira vez em sua história, o drama de um rebaixamento.
FUTEBOL FICANDO PRA TRÁS?
Com o mundo cada vez mais migrando para as telas, onde todos podem estar no mesmo ambiente, sai ganhando quem tem mais capacidade para o marketing. Indiscutivelmente nisso os EUA são imbatíveis.
Os esportes norte-americanos ampliaram a dominância na indústria dos times mais valiosos do mundo em 2025, conforme ranking publicado pela revista Forbes.
A NFL (liga de futebol americano) encerrou o ano reunindo 30 das 50 equipes mais bem avaliadas do planeta em uma lista de US$ 353 bilhões. Em comparação com o ano passado, a equipe obteve um crescimento de 29%. Detalhe: a NFL tem 32 equipes. Apenas duas não figuram na lista.
Somando-se NFL com NBA (basquete) e MLB (beisebol), todas ligas norte-americanas, contam com 44 das 50 equipes presentes na lista. Potencializadas por novos acordos de direitos de transmissão, as empresas esportivas registraram um crescimento de 22% em comparação com 2024.
O Dallas Cowboys, que ultrapassou o Real Madrid em 2016, segue no topo, avaliado em US$ 13 bilhões. O Golden State Warriors, da NBA (US$ 11 bilhões), o Los Angeles Rams, da NFL (US$ 10,5 bilhões), o New York Giants, também da NFL (US$ 10,1 bilhões), e o Los Angeles Lakers, da NBA (US$ 10 bilhões), completaram o top 5.
Dos seis times de fora dos Estados Unidos, estão quatro representantes do futebol: Real Madrid (20º, com US$ 6,75 bilhões), Manchester United (empatado em 24º, com US$ 6,6 bilhões), Barcelona (42º, com US$ 5,65 bilhões) e Liverpool (empatado em 48º, com US$ 5,4 bilhões).
Apesar da presença, todos os clubes perderam lugares no ranking. O Real Madrid perdeu 8 posições, enquanto o Manchester United perdeu 10. O Liverpool, por sua vez, deixou a metade superior ao perder 21 lugares, e o Barcelona sofreu a maior queda, 22 posições abaixo.
Os reflexos dessa expansão dos esportes norte-americanos já chegam com força também no Brasil nos últimos anos. Não à toa, o Grupo Globo entrou de cabeça no futebol americano.
*Tárcio Cacossi, é jornalista, com MBA em Gestão e Marketing Esportivo, e comentarista da Rádio Bragança FM
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