Coluna do Tárcio Cacossi: mesmo que sem o DNA Red Bull …

Coluna do Tárcio Cacossi: mesmo que sem o DNA Red Bull …

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Mesmo que sem o DNA Red Bull… 

Quem costuma acompanhar esta coluna e também os conteúdos do próprio Red Bull Bragantino e outros colegas de imprensa sabem que uma das premissas da marca é colocar em campo o seu “DNA”, ou seja, de promover o espetáculo ao seu público, com um futebol ofensivo e intenso, acima de tudo enérgico – ou “energético”. No entanto, embora seja essa a prioridade, nem sempre é possível colocar em prática, ainda mais no Campeonato Brasileiro, extremamente difícil. 

A diferença neste início de temporada tem sido o time alternar seu DNA com momentos de maior recuar e desacelerar o jogo. Um exemplo foi o jogo de quarta-feira, diante do Atlético-MG, um forte adversário e que também tentaria praticar um futebol ofensivo, naturalmente, pela qualidade de seus jogadores. Mas diferentemente de anos anteriores, em que o Bragantino mesmo vencendo continuava partindo para cima, teve a humildade e a sabedoria de “administrar” a vitória. 

Logicamente ainda é um recorte muito pequeno, mas o técnico Vagner Mancini já admitiu a necessidade de alternar a maneira de jogar conforme o que pede o jogo e qualidade do adversário, para alívio dos torcedores, que viam nos técnicos anteriores, principalmente um deles, um pensamento fora da “caixinha”, com o perdão do trocadilho, de não ter a mínima consciência das dificuldades do futebol brasileiro e, em especial do Campeonato Brasileiro, acreditando que jogar sempre correndo riscos não poderia trazer graves consequências. As lições nos últimos anos foram duras. O time quase foi rebaixado. Teve mais sorte que juízo. E parece ter aprendido com os erros. 

ELENCO GANHANDO CONFIANÇA 

Essa necessidade de não bobear no Brasileirão reflete no Campeonato Paulista, com o time abrindo mão dos titulares em alguns jogos, mas mantendo a regularidade e confirmando a classificação para as quartas de final sem sustos. Além disso, possibilitando a oportunidade a jogadores contestados. No último final de semana, dois deles foram protagonistas no empate diante do Velo Clube, que confirmou a classificação.  

Muito criticado por torcedores do São Paulo e do Grêmio, seu último clube, apesar de boas passagens no futebol mexicano, o goleiro Tiago Volpi chegou sob desconfiança da maioria. Pegou dois pênaltis, embora um deles tenha gerado rebote para o gol do adversário. Fernando, que está há mais de um ano no clube e em 2025 esteve praticamente de lado, seja por problemas de lesão ou maus desempenhos, conseguiu marcar o seu primeiro gol, enfim, com a camisa do clube, e poderia ter marcado mais, não fossem os milagres do goleiro adversário.  

Se poupar jogadores em partidas da primeira fase custou a liderança, serviu para garantir a integridade física da maioria dos atletas – diante de um calendário insano, sem pré-temporada – e potencializar o elenco inteiro para os desafios que virão pela frente. Além do mais, com exceção da final, que será disputada em ida e volta, as quartas e as semifinais serão em partida única, o que torna a disputa totalmente imprevisível. Nesse caso valeu a pena o “risco”. De qualquer forma, é importante vencer o Novorizontino, em casa, na última rodada, e ao menos se manter em terceiro ou entre os quatro primeiros para garantir maiores possibilidades de decidir em casa os confrontos finais. 

DERBI PEGANDO FOGO 

A rivalidade entre Corinthians x Palmeiras no primeiro dérbi do ano já deu uma mostra do que vem pela frente, com muitas confusões, provocações e expulsões. O Palmeiras, que perdeu o título estadual e foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil pelo maior rival no ano passado, deu uma resposta, ainda não à altura, obviamente, que só viria com um título ou no mínimo uma eliminação, mas com indícios de que continua muito forte e, dos times de São Paulo, é o mais capaz de brigar por todos os títulos.  

SÉRIE B EM ROTA DE COLISÃO 

Impressionante como notícias positivas relacionadas ao futebol brasileiro são rapidamente ofuscadas. Na semana passada foi confirmada uma mudança de fórmula na Série B do Campeonato Brasileiro, com apenas o campeão e o vice conquistando o acesso diretamente para a Série A e do 3º ao 6º colocados participando de playoffs para mais duas vagas, com enfrentamento entre o 3º e o 6º e o 4º e o 5º, o que faz todo sentido, colocando a nossa segundona em equiparação ao que acontece nos principais países da Europa – até porque equipes de segunda divisão não participam de torneios continentais e têm um calendário menor. A iniciativa deixa o campeonato mais emocionante e imprevisível, se tornando, consequentemente, mais interessante comercialmente.  

No entanto, a nova fórmula ficou para escanteio diante do descontentamento pelos acordos de direitos de transmissão firmados pelos recém-promovidos Náutico e São Bernardo diretamente com a CBF, com valores superiores aos recebidos pelos outros 18 clubes, que pertencem à liga Futebol Forte União (FFU), além de demonstrações de insatisfação com a situação do rebaixado Fortaleza, que, mesmo tendo que disputar a Série B em 2026, manterá receitas de Série A por cláusulas previstas num Memorando de Entendimentos do FFU. Definitivamente, a cartolagem do futebol brasileiro não sabe trabalhar em conjunto.  

Num mercado em que nunca houve o entendimento de que ninguém é maior do que o todo, nossos dirigentes sempre olharam para o próprio umbigo antes de qualquer coisa. A tendência é que os clubes voltem a negociar diretamente seus direitos. A crise na Série B, em breve, chegará à Série A e as ligas serão implodidas, como já acontece desde o Clube dos 13, primeira iniciativa no sentido de valorizar as competições além dos clubes. O óbvio, que é a filiação automática de todos os clubes de uma mesma competição numa única liga para valorizar o produto e consequentemente todos saírem ganhando, incrivelmente ninguém consegue enxergar. Para piorar, quando estão perto de uma uniformidade, as ligas são mal geridas e não tem capacidade de conseguirem a mesma valorização para os clubes que as negociações independentes. 

SUPER BOWL 

Por falar em liga, mas de uma bem-sucedida, o Super Bowl, final da NFL, principal liga esportiva do mundo, do futebol americano, que consagrou o Seattle Seahawks campeão contra o New England Patriots, superou recordes de audiência nos EUA, sem contar os demais países, com estimativas indicando mais de 135 milhões de espectadores, impulsionado pelo show de Bad Bunny, na noite deste domingo, 8. As cotas comerciais atingiram valores históricos, com anúncios de 30 segundos superando os R$ 50 milhões. 

A NFL confirmou que o Dallas Cowboys, clube esportivo mais valioso do planeta, será um dos times presentes em jogo a ser disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro. O adversário e a data ainda não foram anunciados. Será a terceira edição de um jogo da NFL no Brasil, o primeiro no Rio de Janeiro. Nos dois últimos anos as partidas aconteceram na Neo Quimica Arena, em São Paulo.  

O duelo no Rio de Janeiro será um dos nove jogos internacionais da NFL na próxima temporada, distribuídos por quatro continentes, sete países e oito estádios. Nunca a liga tinha levado tantos jogos para fora dos Estados Unidos em uma única temporada.

*Tárcio Cacossi, é jornalista, com MBA em Gestão e Marketing Esportivo, e comentarista da Rádio Bragança FM

Clique aqui para conferir as colunas anteriores de Tárcio Cacossi.

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