Kit intubação: “Estamos em uma situação catastrófica”, afirma secretária

Foto: Governo do Estado de São Paulo

Após um breve período de férias, a secretária municipal de Saúde, Marina de Fátima Oliveira retornou ao expediente e já visitou a rádio da Família Chedid.

Durante a entrevista concedida nesta quarta-feira, 14, ela foi perguntada sobre a questão dos medicamentos utilizados durante a intubação de pacientes com COVID-19, cuja escassez causa preocupação em todo território nacional.

E as palavras proferidas pela maior autoridade da saúde pública de Bragança alarmou a população: “A realidade é que estamos em uma situação catastrófica, infelizmente a maior parte da rede hospitalar que atende COVID-19 está com cinco dias de medicação para intubação. Isso é um absurdo!”, desabafou.

“A pessoa não suportaria ficar intubada sem a medicação própria. É uma tortura ficar sem a medicação, não é possível isso”, complementou Marina.

De acordo com a secretária de Saúde, o município tem tentado de tudo para conseguir os medicamentos. “Fizemos todos os cadastros possíveis, estamos orientando, acompanhando, respondendo os questionários. A gente não consegue comprar nos fornecedores habituais, pois eles não têm para vender e as vezes quem tem, tem para entregar a longo prazo e por um preço exorbitante, é uma situação catastrófica, repetiu.

“Estamos vivendo no limite, as equipes de UTI estão vivendo no limite, com medo de faltar”, concluiu.

O município não tem sob seu gerenciamento leitos de UTI, porém montou 20 leitos de enfermaria na UPA Vila Davi, e lá tem mantido também pacientes entubados até que consigam vagas via CROSS – Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde.

GOVERNO DO ESTADO TEME COLAPSO

A Secretaria Estadual de Saúde protocolou ontem, 13, no Ministério da Saúde um documento solicitando o envio de medicamentos do “kit intubação” em até 24 horas para o Estado de São Paulo, para evitar o colapso no atendimento de pacientes internados e entubados.

O secretário Jean Gorinchteyn diz que o Ministério da Saúde manteve o estado de São Paulo sem fornecimento deste tipo de medicamento por 6 meses. O kit é composto por sedativos e neurobloqueadores, que são usados para relaxar a musculatura, a caixa torácica e ajudam os pacientes permanecer com ventilação mecânica e a suportá-la.

HUSF E SANTA CASA SE PRONUNCIAM

O Em Pauta entrou em contato com os dois maiores hospitais de Bragança Paulista, que se posicionaram sobre o tema.

De acordo com o HUSF, o estoque de medicamentos para intubação do hospital está “sob controle”. Para isto, o uso é feito de forma racional, fazendo com que não haja previsão de crise para os próximos dias.

Os médicos intensivistas da UTI e a farmácia clínica discutem em conjunto os casos diariamente, para o melhor aproveitamento dos medicamentos.

Já o Complexo Hospitalar Santa Casa confirmou a informação do estoque baixo, porém, disse que “conseguindo se manterem” com o estoque disponível.

A Santa Casa informou ainda que não consegue precisar, quantos dias durarão este estoque.

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