Advogada alerta: muito cuidado ao dar entrada sozinho em sua aposentadoria

Atualmente os pedidos de benefícios ao INSS, como aposentadorias, auxílio-doença (benefício por incapacidade temporária), salário maternidade e outros, são feitos pelo portal digital “MEU INSS”, ao qual se tem acesso com senha pessoal e CPF do trabalhador.

Assim, depois de digitalizar seus documentos pessoais, comprovante de endereço, carteiras de trabalho e os demais documentos sobre o pedido a ser realizado, o trabalhador pode, sozinho, solicitar o benefício pretendido.

A advogada previdenciarista e professora universitária, Viviane Machado, ressalta que “um servidor analisará se o trabalhador tem direito ao solicitado, ele vai analisar o que existe no banco de dados do INSS, chamado CNIS (cadastro nacional de informações sociais) e confrontar com as informações apresentadas pelo trabalhador”…

E alerta: “Em diversos casos, até mesmo por conta do excesso de trabalho, pode ocorrer que o responsável pela análise do pedido apenas estude o CNIS e indefira o benefício, sem emitir exigência ou consultar os documentos apresentados. Nestes casos, será necessário apresentar recurso ou procurar um advogado para ingressar com ação judicial”, alega.

“Entretanto, é possível que a aposentadoria seja concedida e quando o trabalhador recebe a carta de concessão fica muito decepcionado com o valor”, ressalta.

Viviane Machado lembra que “após concedida a aposentadoria, salvo se o trabalhador não houver recebido o primeiro pagamento, e sacado o PIS ou FGTS, ele não poderá desistir do pedido e o valor estabelecido pelo INSS, será para a vida toda”. diz.

Ela lembra ainda que existe a possibilidade de revisão somente se houve erro na concessão.

“Após a reforma da previdência, que ocorreu em 13 de novembro de 2019, para aqueles trabalhadores que não cumpriram todos os requisitos exigidos até aquela data, seja na aposentadoria por tempo de contribuição, que exigia 30 anos de contribuição, se mulher ou 35 anos de contribuição, se homem ou na aposentadoria por idade, em que era necessário 60 anos de idade para as mulheres ou 65 para os homens, com 180 meses de carência (15 anos), serão enquadrados em uma das regras de transição para aposentar” lembra.

Atualmente, portanto, não existe a aposentadoria apenas por tempo de contribuição para os Novos Contribuintes da Previdência Social. “Utiliza-se, agora, a regra geral da aposentadoria por idade, na qual ao homem, são necessários no mínimo 20 anos de contribuição e 65 anos de idade e para a mulher 15 anos de contribuição e 62 Anos de Idade”, acrescenta a advogada previdenciarista.

A Ementa Constitucional 103, responsável pela reforma, trouxe as chamadas regras de transição, para os trabalhadores que já contribuíam. São elas: a regra de transição do pedágio de 100%, do pedágio de 50%, dos pontos, da idade mínima progressiva e a regra de transição da aposentadoria por idade.

“Temos então várias possibilidades e é muito importante, antes de ingressar com o pedido, ter a certeza de que aquele é o melhor momento, isto porque para muitos trabalhadores, o fato de trabalhar alguns meses ou poucos anos a mais, fará com que aumente consideravelmente o valor da aposentadoria, pois o tempo de contribuição e a idade do trabalhador, além do enquadramento na melhor regra de transição, repercutem diretamente no cálculo e valor da aposentadoria”, afirma.

“Tomamos por exemplo a situação de uma professora da rede municipal do Município, que por falta de orientação, se aposentou com base em seu direito adquirido, ou seja, ela preenchia os requisitos até a data da reforma, pois tinha 25 anos de contribuição como professora, idade de 50 anos, sendo que não havia exigência de idade mínima. Mas acabou sofrendo a incidência do fator previdenciário. Se continuasse tralhando até os 52 anos, se enquadraria na regra de transição do pedágio 100% e o valor da aposentadoria aumentaria em aproximadamente R$ 1200,00, exemplifica.

Viviane Machado, recomenda que todos procurem um advogado especialista em aposentadoria, antes de realizar o pedido, para que o profissional analise o direito e oriente com base em um minucioso estudo (planejamento previdenciário), qual o melhor momento para aposentar, qual a melhor regra de transição para aquele trabalhador e ainda apresente as diferentes possibilidades em relação ao valor da aposentadoria, de forma a evitar tanto a perda de tempo quanto de dinheiro!

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4 Comentários

  1. Gigante absurdo esse texto. Primeiro porque não existe isso de “por pressa ou demanda” o servidor não emitir exigência. Segundo que, caso o segurado se sinta prejudicado, pode pedir revisão ou recurso, a depender da situação. O serviço é gratuito e acessível. Os canais do órgão tem todas as informações sobre documentos e benefícios. Site meu.inss.gov.br e central 135.
    Não é necessário nem fundamental o advogado no requerimento e a ausência deste não vai prejudicar o segurado.
    Se a intenção é divulgar o serviço e falar da importância do profissional, deveria ser feita de outra forma, e não distorcendo o real procedimento.

  2. Gigante absurdo esse texto. Primeiro porque não existe isso de “por pressa ou demanda” o servidor não emitir exigência. Segundo que, caso o segurado se sinta prejudicado, pode pedir revisão ou recurso, a depender da situação. O serviço é gratuito e acessível. Os canais do órgão tem todas as informações sobre documentos e benefícios. Site meu.inss.gov.br e central 135.
    Não é necessário nem fundamental o advogado no requerimento e a ausência deste não vai prejudicar o segurado.
    Se a intenção é divulgar o serviço e falar da importância do profissional, deveria ser feita de outra forma, e não distorcendo o real procedimento

  3. Cuidado os segurados devem ter com advogados deste nível. Que nem sabem do que falam.

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