Vacinação de profissionais da saúde contra COVID-19: Estado rebate Prefeitura de Bragança Paulista e diz que há doses para este público.

“Vacinas para profissionais de saúde não tem”. Desta forma, a secretária municipal de Saúde, Marina de Fátima Oliveira respondeu por meio de uma rara Live, sem perguntas da imprensa, os questionamentos de diversos profissionais da saúde ainda não vacinados, que diariamente formalizam reclamações ao Em Pauta, em outros órgãos de imprensa e nas mídias sociais da Prefeitura.

De acordo com a secretária, Bragança Paulista recebeu três remessas direcionadas a este público e a Secretaria Municipal de Saúde realizou a vacinação seguindo o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde e as diretrizes do Governo do Estado.

“Nós temos que seguir essas diretrizes… seguimos a escala de vacinação, até acabar todas as doses”, disse Marina.

“Temos profissionais de saúde que estão na linha de frente e não foram vacinados ainda”, confirmou a própria secretária, exemplificando que isto ocorre, pois, profissionais podem ter sido contratados depois desta etapa da vacinação ou não puderam ser imunizados à época, por estarem infectados.

Foi então que no último final de semana, um profissional da saúde de Bragança Paulista entrou em contato com o governador João Doria, por meio de sua conta na rede social Twitter e perguntou se procedia a informação que profissionais de saúde não podem ser vacinados no momento, devido a estas diretrizes do Governo do Estado. E de acordo com a equipe do governador, a informação não procede.

“Os profissionais de saúde lidam diariamente com pessoas contaminadas pela COVID-19. Junto com idosos, indígenas e quilombolas, representam 77% dos óbitos provocados pela pandemia. É por isso que esses grupos receberão prioritariamente a vacina contra o coronavírus”, disse a equipe de João Doria.

O Em Pauta entrou em contato então com a Secretaria Estadual de Saúde, relatando o posicionamento da Prefeitura de Bragança Paulista, que se diz impossibilitada de vacinar estes profissionais no momento.

E, por meio de nota, a assessoria da pasta rebateu este critério adotado, que supostamente seria por orientação do Governo do Estado: “A vacinação dos grupos prioritários ocorre com base em critérios técnicos definidos pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações) e à medida que o Ministério da Saúde disponibiliza doses. É prerrogativa das Prefeituras organizar o consumo de suas grades, programar o abastecimento da rede para imunizar todas as pessoas que integram os públicos-alvo”.

A Secretaria Estadual esclarece ainda que “o Estado tem atuado com agilidade na logística e distribuição para a rede de saúde de SP sempre que recebe novas remessas de vacinas. A execução da campanha, com organização e distribuição de quantitativos na rede de saúde, bem como aplicação das doses na população, é responsabilidade dos municípios”.

Por telefone, a assessoria do secretário Jean Gorinchteyn informou ainda ao Em Pauta, que é possível sim que profissionais de saúde da linha de frente ainda não imunizados, sejam contemplados com doses dos lotes não direcionados diretamente a este público, respeitando sempre as diretrizes do PNI.

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