Pagamento de IPTU complementar é prorrogada até novembro em reunião sem o prefeito

Na tarde de hoje, dia 10, a imprensa foi convidada a participar de mais uma coletiva de imprensa, na Prefeitura Municipal para que a administração municipal pudesse falar sobre a cobrança de IPTU – Imposto Predial Territorial Urbano -IPTU complementar, que vem gerando polêmica desde o mês passado.

A reunião foi bem rápida e não contou com a presença do prefeito Jesus  Chedid.

Segundo o vice-prefeito Amauri Sodré, que exerceu o cargo de prefeito, interinamente  nos últimos 15 dias, já que Chedid estava afastado para cuidar de sua saúde, o prefeito estava em São Paulo em compromissos agendados anteriormente com o deputado Edmir Chedid.

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Durante a reunião, Amauri Sodré anunciou a prorrogação para o dia 30 de novembro, do prazo do pagamento de IPTU complementar e também do prazo para contestação de possíveis irregularidades, junto ao Agiliza.

Se em outubro do ano passado, a população acreditou que Chedid e Sodré seriam a mudança, que a cidade, tanto esperava, a lua de mel, entre a população e a Prefeitura, parece chegar ao fim, um ano após o pleito eleitoral.

Cerca de 24 mil contribuintes foram pegos de calças curtas com a cobrança do IPTU complementar.

Na “notificação amigável” que receberam, a data para pagamento do imposto adicional ia até hoje, dia 10. Após pressão da população e dos vereadores, no dia 2 de outubro, a Prefeitura optou por prorrogar o prazo por mais 10 dias.

O mesmo terminaria então, no dia 20 de outubro, mas foi novamente prorrogado hoje, desta vez, até o dia 30 de novembro.

Com isto, quem ainda não fez sua contestação tem mais tempo para reclamar seus direitos. Quem já fez e ficou mesmo comprovada a irregularidade e ainda não pagou, pode pagar até o dia 30 de novembro, sem precisar trocar as guias.

Durante a reunião, o  secretário de Planejamento Marcelo Alexandre Soares, informou que a empresa que realizou o georreferenciamento será notificada visto que muitos dos casos em que houve contestação, realmente havia diferença de valores, que estavam prejudicando os contribuintes.

Segundo ele, parte das 24 mil notificações ainda estão nos correios, mas das que já foram entregues, cerca de 2500 contribuintes procuraram a Central Agiliza e em metade destes casos houve irregularidades.

A reportagem do Bragança Em Pauta, único site de notícias que acompanhou a reunião e fez cobertura ao vivo do anunciado questionou se diante destes erros, se a administração já recalculou em quanto vai reduzir a expectativa de arrecadação, mas o secretário informou que por enquanto não é possível fazer este balanço.

Quem se dirigiu à Prefeitura nos últimos dias, encontrou um cenário caótico de filas extensas e a expectativa com a prorrogação do prazo é que o atendimento seja mais tranquilo daqui para frente.

Por causa do feriado de quinta-feira, dia 12, dia de Nossa Senhora Aparecida, o Agiliza não funcionará nesta data, mas na sexta-feira, dia 13, apesar de ser ponto facultativo este setor funcionar das 8h às 16h e no sábado das 8h às 13h. Durante a semana seguinte, o atendimento volta a ser até as 16h.

Apesar das enormes filas, a Prefeitura disse que não foram registradas reclamações da qualidade de atendimento. Realmente a reportagem não constatou ninguém revoltado com o funcionalismo, a revolta é mesmo com a cobrança, as vésperas do final do ano, em um momento que o país ainda vive um crise financeira e muitos, aguardavam o 13º para quitar outras dividas ou fazer compras de Natal, porém, terão que usar o dinheiro para a cobrança extra de IPTU.

“Tentamos de todas as formas amenizar a situação da filas. Aumentamos de 13 para 27 guichês de atendimentos. houve mobilização de servidores de outras secretarias, empenho de final de semana, trabalhamos até mais de meia noite e ainda assim não suficiente para o atendimento da população”, disse o secretário ressaltando que cada atendimento leva pelo menos de 15 minutos a meia hora.

A empresa deverá ser notificadas hoje, para que apresente as falhas e faça a correção  dos problemas, mas a administração ainda não sabe se será aplicada multa e qual valor.

Veja como foi trecho da coletiva: